Advogada Criminalista, Dra.Graciele Queiroz, revelou detalhes impactantes em entrevista

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A Dra. Graciele Queiroz é uma especialista em falsas acusações de violência sexual, oferecendo apoio jurídico para garantir a proteção e a segurança dos direitos de seus clientes de forma estratégica, ágil e firme. Com formação em Direito pela Faculdade Unime – Lauro De Freitas, entre 2013 e 2017, ela também atua como professora, palestrante e mentora em crimes sexuais, além de ser especialista em falsas acusações de crimes sexuais e possuir formação em sexologia forense.

Dra. Graciele Queiroz, além de sua atuação como especialista em falsas acusações de violência sexual, também se destacou em casos de grande repercussão. Ela defendeu um jogador do Botafogo de Ribeirão Preto suspeito de crime sexual cometido contra uma jovem no Rio de Janeiro em 2022, e também acompanha o processo do jogador de futebol Daniel Alves em um caso amplamente divulgado pela mídia.

Com atuação em todo o Brasil, a Dra. Graciele Queiroz concedeu uma entrevista exclusiva para a revista Adames News, na qual abordou diversos temas. Vale ressaltar que ela é advogada da família Alves, família do jogador Daniel Alves.

O que você tem a nos falar referente ao caso Daniel Alves?

O julgamento de Daniel Alves demonstra claramente sua inocência. Hoje, diante do silêncio de tantas vítimas reais, nos deparamos com um inocente sendo crucificado pela sua fama e dinheiro, tudo em busca de glamour, e isso resulta na crucificação de uma família inteira. Todos os dias, a sociedade espanhola nos abraçava e emitia forças, dizendo sem medo de errar: “Força, Daniel é inocente, isso foi uma armação”. A sentença e muito clara e objetiva.

Trechos da sentença:

Respondendo à versão da vítima com base nas gravações das câmeras de segurança, podemos concluir que essas versões não coincidem. Nas imagens, não parece que as supostas vítimas e suas amigas estavam desconfortáveis, ou que a denunciante não se sentisse à vontade, ou que não quisesse seguir a festa com as pessoas que acabara de conhecer. Ela é vista participando da dança com o acusado da mesma forma que qualquer outra pessoa disposta a se divertir faria, e pode-se até perceber que existe uma certa cumplicidade, ou seja, uma intimidade entre ambos. Portanto, a versão da suposta vítima não parece razoável, uma vez que ela veio falar com o réu na área do banheiro por medo de que, após sair da boate, esses homens pudessem segui-la e fazer algo com ela e suas amigas. Além disso, o fato de eu ir falar com ele dois minutos depois de ter ido embora, em vez disso, parece um acordo prévio de ir um após o outro, o que não é coerente com o que observamos no vídeo, considerando o número de pessoas presentes na discoteca, incluindo pessoas de segurança ou a possibilidade da polícia ao sair da boate.

Concluímos que a denunciante foi voluntariamente à área do banheiro da suíte com o propósito de estar com o réu em um espaço mais íntimo e que, do local onde se encontrava, podia saber que se dirigia a um espaço fechado, possivelmente um banheiro.

Ou seja, em todo momento era provado que ela sabia quem ele era; tudo foi consensual.

O exame médico apresentado pela suposta vítima mostra uma escoriação no joelho esquerdo, medindo 2 cm por 1 cm, com 3 equimoses de 1 cm. O médico disse que só precisou de um atendimento porque não era grave o que de fato tinha ali.

Ela afirma que estava sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático de intensidade.

Ela ainda está de licença do trabalho, ou seja, um ano e dois meses. Porém, vamos lá.

Ela estava de atestado médico por um ano e dois meses. Isso consta na sentença, sendo que o vídeo postado, ao qual o mundo todo teve acesso, mostra que no mês de outubro de 2023, ela estava numa boate dançando com suas amigas.

O garçom afirma que as atitudes tanto de Daniel quanto das meninas eram normais, e que ele via sim reciprocidade e uma sensualidade entre ambos.

Quando foi perguntado para a vítima se ela tinha tido uma relação, um sexo oral com Daniel, ela disse que não. No entanto, a descoberta de material genético do réu no cotonete bucal da vítima pode obedecer fundamentalmente a duas causas, como explicam os peritos: a mais provável é a introdução do pênis na boca, pela possibilidade de que tenha sido derramado esperma, e a outra menos provável é o contato com a boca do acusado, fornecendo material genético. A saliva do acusado contém menos DNA do que o esperma e é menos duradoura, como o perito explica, de modo que se concluirmos que o material genético do réu na saliva da vítima provém do esperma, poderia nos levar a considerar que isso é incompatível com o seu relato e poderia ser entendido como corroborando a versão do réu de que ele fez voluntariamente um sexo oral. Já foi dito que a denunciante, ao ser questionada pela defesa, negou ter praticado um sexo oral no acusado.

Por um lado, ela afirmou que estava tentando afastar o pênis dele de sua boca e, por outro lado, nega ter praticado um ato sexual oral. Desta forma, em relação ao que aconteceu no banheiro, podemos descartar a existência de uma penetração bucal consentida da vítima, por não ser suficientemente acreditada.

Com base nestes relatos, a absolvição de Daniel seria justificada. É evidente que a justiça com as próprias mãos não pode prevalecer, pois um princípio básico do direito em qualquer lugar do mundo é o princípio “in dubio pro reo”. Na dúvida, absolve-se.

No caso de Daniel Alves, há uma injustiça com as verdadeiras vítimas. contou Dra. Graciele Queiroz

Quais são os desafios mais comuns enfrentados por pessoas acusadas injustamente de violência sexual?

Estamos vivendo uma espécie de “telefone sem fio”, em busca de viralização, passando por cima de valores e do respeito ao próximo, com “verdades” absolutas sendo proclamadas por qualquer um na internet, sem que se verifique a fonte do que está sendo dito. A sociedade está doente, destruindo reputações, e nesse contexto, pessoas inocentes vivenciam a síndrome da perseguição, acreditando que todos estão apontando os dedos para elas, enfrentando a perseguição de suas próprias sombras diárias. No final, busca-se um culpado para isso, mas muitas vezes não encontramos

Quais são os passos iniciais que alguém deve tomar ao ser falsamente acusado de violência sexual?

É crucial agir com calma e seguir os procedimentos corretos para proteger os direitos e as reputações. No entanto, é importante tentar manter a calma e não tomar decisões precipitadas ou impulsivas. Busque apoio emocional imediatamente e consulte um advogado especialista em casos de crimes sexuais. Não apague nenhuma informação. Evite contato com a parte acusadora. Reúna evidências de sua inocência e mantenha registros detalhados. Coopere com as autoridades e prepare-se para o processo legal com uma defesa competente.

Quais são os impactos psicológicos e emocionais comuns enfrentados por pessoas que passam por falsas acusações de violência sexual e como lidar com eles?

Meu escritório conta com atendimento psicológico e psiquiátrico para todos os acusados. Reconhecemos que essas acusações podem causar traumas profundos que são carregados por toda a vida. Esse atendimento é disponibilizado para evitar tentativas de suicídio e para ajudar os acusados a lidar com traumas que podem parecer impossíveis de serem apagados

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