“Foi preciso muito trabalho para aceitar que sou bipolar” diz Selena Gomez

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Selena Gomez é a capa da edição de dezembro da Rolling Stone, clicada pela fotógrafa Amanda Charchian e divulgada nesta quinta-feira (03). A cantora, compositora e atriz abre o coração em entrevista a Alex Morris sobre transtorno bipolar, lúpus e episódio de psicose diante da estreia do documentário “My Mind and Me”, marcada para amanhã (04), na Apple TV+.

“Por ter a plataforma que tenho, é como se eu estivesse sacrificando um pouco de mim por um propósito maior. Não quero que isso soe dramático, mas eu quase não ia lançar o documentário. Sinceramente, há algumas semanas, eu não tinha certeza de que conseguiria fazer isso”, conta à revista.

Isso porque a produção mostra alguns dos momentos mais difíceis de sua vida, abordando sua saúde física e mental. “Acho que quando entrei nos meus vinte e poucos anos foi quando tudo começou a ficar muito sombrio, quando comecei a sentir que não estava no controle do que estava sentindo, independente de ser muito bom ou muito ruim”, relembra.

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De acordo com a artista, tudo “começava com a depressão, depois ia para o isolamento”: “Eu não conseguia sair da cama. Eu não queria que ninguém falasse comigo. Meus amigos me traziam comida porque me amavam, mas nenhum de nós sabia o que era aquilo. Às vezes, passava semanas na cama, porque até mesmo descer as escadas me deixava sem fôlego”.

“Foi preciso muito trabalho para aceitar que sou bipolar” diz Selena Gomez - Foto: Acervo Pessoal
“Foi preciso muito trabalho para aceitar que sou bipolar” diz Selena Gomez – Foto: Acervo Pessoal

Gomez explica que esteve em quatro clínicas de tratamento nos últimos anos e nunca tentou suicídio, mas que já “achou que o mundo seria melhor se ela não estivesse lá”. Ela revela, também, que estava “irreconhecível” quando, em 2018, sofreu um episódio psicótico e passou a tomar muitos remédios.

“Tive que me desintoxicar dos medicamentos que tomava. Tive que aprender a lembrar de certas palavras. Eu esquecia onde eu estava quando estava conversando com alguém. Foi preciso muito trabalho para A) aceitar que eu sou bipolar, mas B) aprender a lidar com isso porque não ia embora”, diz.

Ela ainda conta que “‘My Mind and Me’ é um pouco triste”, mas que, agora, está tentando focar nas coisas boas da vida. A artista planeja ter aulas de espanhol para gravar um filme em 2023 e já tem cerca de 24 músicas para seu próximo disco: “Sinto que vai ser um álbum, tipo: ‘Oh, ela não está mais naquela situação; ela está apenas vivendo a vida’”.

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