Diante da alta competitividade e da oscilação de caixa no setor de beleza, especialista elenca estratégias de precificação e cultura de metas para converter excelência técnica em lucro real
O Brasil está entre os maiores mercados de procedimentos estéticos do mundo, segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). O setor de beleza, que inclui higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, movimenta mais de R$ 120 bilhões por ano no país, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Apesar do volume, profissionais da micropigmentação ainda enfrentam dificuldade para transformar demanda em lucro consistente.
A facilidade de entrada na área permite que novos profissionais iniciem suas atividades rapidamente, muitas vezes apoiados apenas na habilidade técnica. No entanto, a ausência de uma estrutura financeira consistente gera oscilações de caixa, desorganização e limita a escalabilidade do negócio no longo prazo.
Para Saulo Abrahão, empresário do setor da beleza, fundador do salão conceito Duo+ e mentor de donos de salão, o principal gargalo está na falta de visão empresarial. “O problema não é a técnica. É a ausência de gestão. O profissional atende bem, mas não entende o negócio como empresa”, afirma.
Um dos erros mais comuns no setor é o crescimento baseado em volume, sem controle de margem. Muitos profissionais ampliam a agenda, aumentam o número de atendimentos, mas continuam com dificuldade de caixa porque não sabem exatamente quanto lucram por procedimento. Um serviço vendido por R$ 1.200, por exemplo, pode parecer rentável, mas, ao considerar custos com insumos, tempo, impostos e comissões, a margem real pode ser significativamente menor do que o esperado.
A previsibilidade de receita, comum em negócios estruturados, ainda é pouco explorada no segmento, o que aumenta a dependência de novos atendimentos e contribui para a instabilidade do caixa ao longo do tempo.
A partir da vivência com estúdios e salões em diferentes estágios, o especialista aponta cinco pilares que sustentam um negócio lucrativo e sustentável.
No setor de micropigmentação, a diferença entre quem apenas executa procedimentos e quem constrói um negócio sólido não está na técnica, mas na capacidade de gerir, medir e decidir com clareza. Sem isso, o crescimento vira instabilidade.
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