A cantora e ex-BBB Juliette Freire usou as redes sociais para sair em defesa dos participantes do Big Brother Brasil 26 nos primeiros dias de confinamento. Com apenas quatro dias de jogo, os brothers e sisters já vêm sendo alvo de críticas intensas nas redes sociais por atitudes e falas dentro da casa. Diante da repercussão, a campeã do BBB 21 resolveu compartilhar sua própria experiência para contextualizar o comportamento inicial dos confinados.
Em um depoimento publicado no Instagram, Juliette afirmou que assistiu aos vídeos recentes dos participantes e se reconheceu em muitos deles. Segundo a artista, o que mais chamou sua atenção foi o “olhar de medo” que percebeu em alguns brothers, sentimento que ela mesma vivenciou no início de sua participação no reality. A ex-sister pediu cautela ao público e destacou que as atitudes da primeira semana não definem a personalidade de ninguém.
De acordo com Juliette, o início do confinamento é marcado por sentimentos confusos e intensos. O medo, a insegurança e a pressão do ambiente fazem com que as pessoas falem mais do que o habitual e acabem revisitando experiências e traumas do passado. Ela ressaltou que isso é comum e faz parte do impacto psicológico provocado pelo isolamento e pela exposição constante.
“Eu estava no carro assistindo aos vídeos e esse pensamento veio forte. Não falo como especialista, mas como alguém que viveu isso. Vejo comportamentos, olhares e falas que me lembram muito do que eu sentia e de como eu me comportava nos primeiros dias”, explicou.
Ao relembrar sua trajetória no BBB, Juliette foi enfática ao dizer que os primeiros momentos do jogo não refletem quem a pessoa realmente é. Ela contou que, no início, se sentia extremamente confusa e tomada pelo medo, o que resultou em atitudes contraditórias e falas que não condiziam com seu comportamento fora da casa. Segundo ela, emoções ligadas à infância, à família e a experiências que julgava superadas acabaram vindo à tona de forma inesperada.
A cantora relatou ainda que, ao se assistir posteriormente, percebeu o quanto o confinamento despertou feridas emocionais antigas. “É como se você se visse pela primeira vez de verdade, como olhar para um espelho sem saber o que é um espelho. Assusta. Vêm sentimentos de rejeição, inferioridade, pânico e uma vontade incontrolável de falar”, descreveu.
Juliette explicou que esse processo acontece com a maioria dos participantes, embora nem todos entrem nesse lugar emocional. Segundo ela, ao longo do tempo, conversou com outros ex-BBBs e ouviu relatos semelhantes, inclusive com explicações dadas por psicólogos. No seu caso, questões relacionadas à infância, ao luto e a vivências dolorosas retornaram de forma intensa, influenciando diretamente seu comportamento.
Para a artista, é precipitado rotular participantes com base em poucos dias de programa. “É muito cedo para definir quem alguém é de verdade. É pouco tempo e um contexto emocional muito pesado”, reforçou.
Por fim, Juliette deixou um conselho para quem sonha em entrar no reality. Segundo ela, participar do Big Brother exige preparo emocional, já que o confinamento faz com que traumas, medos, qualidades e defeitos venham à tona com força. “Se você quer ir, vá. Mas saiba que tudo isso volta. Ou você aprende a lidar durante o processo, enfrentando a si mesmo e às adversidades, ou então é melhor nem entrar. É uma experiência muito intensa emocionalmente”, concluiu.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!