Lipedema: doença pouco conhecida atinge cerca de 12% das mulheres no Brasil

Para a Dra. Lais Caramel, pós-graduada em Nutrologia, o diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são essenciais para evitar complicações

No Brasil, estimativas recentes sugerem que cerca de 12,3% das mulheres adultas apresentam quadro compatível com Lipedema, o que representaria aproximadamente 8,8 milhões de mulheres entre 18 e 69 anos. Apesar disso, muitos casos permanecem sem diagnóstico ou são erroneamente atribuídos a sobrepeso ou obesidade, dificultando o tratamento adequado. A condição, crônica e progressiva, caracteriza-se pelo acúmulo assimétrico e desproporcional de gordura nos membros inferiores (e, com menor frequência, superiores), com queixas de dor, hematomas frequentes e sensação de peso nas pernas.

Para a médica Dra. Lais Caramel, pós-graduada em Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o cenário exige mais. “O lipedema é uma condição que muitas vezes passa despercebida ou é tratada como se fosse apenas excesso de gordura ou celulite. Isso faz com que as pacientes percam tempo valioso de intervenção”, explica a Dra. Lais Caramel.

“Quando a mulher percebe que suas pernas ou braços acumulam gordura de modo desproporcional, e que isso não muda apenas com dieta ou exercício, é hora de investigar. O lipedema não se comporta como o excesso de peso comum.”

“O manejo é multidisciplinar, unindo acompanhamento médico, nutrição, fisioterapia, terapia de compressão, atividade física orientada e, quando necessário, procedimentos especializados. Tecnologias não invasivas e dispositivos avançados têm ampliado os resultados, contribuindo para melhora estética e alívio dos sintomas; quando o diagnóstico demora, crescem os riscos de limitação de mobilidade, dor contínua e impacto emocional”, explica a médica.

Segundo a especialista, a paciente com lipedema costuma apresentar hematomas sem traumas proporcionais e sensação de peso e dor nas pernas, principalmente ao final do dia. Reconhecer esse padrão é essencial para separar o lipedema de outras causas de aumento de volume ou inchaço”, destaca.

Por fim, Dra. Lais Caramel ressalta o papel da suplementação e do e equilíbrio hormonal como coadjuvantes no manejo da condição: “Embora não exista ‘cura’ no sentido estrito, intervenções clínicas bem orientadas podem minimizar a evolução, melhorar a qualidade de vida e reduzir o desconforto.  A paciente com lipedema não está sozinha, precisa de uma equipe preparada.”

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