MigrAI nasce para resolver gargalo histórico da tecnologia no Brasil com plataforma de IA enterprise

O Brasil vive uma contradição no setor de tecnologia: enquanto o investimento anual em desenvolvimento de software ultrapassa R$ 80 bilhões, o país enfrenta um déficit estrutural de mais de 530 mil desenvolvedores. O resultado é um cenário conhecido por grandes empresas — projetos caros, lentos e com a inovação travada. É nesse contexto que surge a MigrAI, plataforma brasileira de desenvolvimento de software com inteligência artificial, voltada exclusivamente ao mercado enterprise.

A proposta é direta: multiplicar a produtividade dos times de tecnologia sem substituir profissionais.“A gente não substitui desenvolvedor. A gente faz um desenvolvedor render como três ou cinco”, resume a companhia.

Execução virou o maior problema

Para grandes empresas, o desafio não está na falta de ideias, mas na dificuldade de transformá-las em produto. MVPs que levam meses para sair do papel, custos crescentes e dependência de mão de obra escassa criaram um gargalo estrutural.“O gargalo não é ideia. É execução”, reforça a tese central da MigrAI.

Plataforma feita para produção, não para experimentos

Diferentemente das ferramentas globais populares de geração de código, a MigrAI nasce com arquitetura enterprise-grade, pensada para ambientes críticos como bancos, seguradoras, grandes varejistas e o governo.

A plataforma utiliza agentes de IA capazes de interpretar requisitos em português e gerar código funcional, testável e pronto para integração aos fluxos reais das empresas. O ambiente inclui editor no navegador no estilo VS Code, sandboxes isolados, integração com Git, CI/CD, SSO corporativo e logs completos de auditoria.

“Não é só gerar código. É gerar código que pode ir para produção”, destaca a empresa.

Soberania e compliance como diferencial

Ferramentas globais de IA, embora avançadas, não atendem às exigências regulatórias brasileiras, como a LGPD, os setores altamente regulados e o processamento de dados sensíveis em território nacional.

Segundo Bruno Souza, fundador e presidente da MigrAI, esse é o ponto de ruptura do mercado:“Nenhum dos players globais oferece compliance para setores regulados como bancos e governo, suporte em português ou processamento de dados em território nacional. Isso inviabiliza a adoção por instituições financeiras e órgãos públicos.”

A MigrAI opera com dados e infraestrutura no Brasil, compliance LGPD nativo e integração corporativa profunda — requisitos indispensáveis para grandes organizações.

Diferenciais focados no CTO brasileiro

Enquanto concorrentes globais priorizam desenvolvedores individuais, a MigrAI foi criada desde o início para o ambiente corporativo. Entre os principais diferenciais estão:• Processamento e dados no Brasil• Compliance LGPD nativo• Integração com SSO e controle de acessos (RBAC)• Arquitetura multi-LLM, sem dependência de um único modelo• Suporte local, em português

“A gente resolve o problema real do CTO brasileiro”, resume a companhia.

Mercado grande e ambição proporcional

O mercado global de desenvolvimento com IA deve ultrapassar US$ 30 bilhões nos próximos anos. No Brasil, o setor de desenvolvimento de software movimenta cerca de R$ 80 bilhões por ano, sem nenhum player nacional dominante em ferramentas de desenvolvimento com IA voltadas ao mercado enterprise.

A MigrAI nasce com a ambição declarada de ser o primeiro unicórnio brasileiro em developer tools, mas sem discurso inflado.“Não é sobre valuation. É consequência de resolver um problema enorme”, reforça a empresa.

Experiência que vira produto

A maturidade da proposta reflete a trajetória de Bruno Souza, empreendedor serial com mais de 20 anos em tecnologia, quatro exits, passagem pela 500 Startups, no Vale do Silício, e liderança de projetos internacionais, incluindo iniciativas de blockchain no Oriente Médio.

“Vi o mesmo padrão que observei em 2013, quando fui para o Vale do Silício: uma tecnologia transformadora surgindo, mas nenhum player brasileiro preparado para capturar o mercado enterprise local”, afirma o presidente.

Modelo SaaS e visão de longo prazo

A MigrAI adota o modelo SaaS enterprise, com contratos recorrentes, ticket médio elevado e foco em grandes empresas. A meta é alcançar R$ 100 milhões em ARR até 2028, com expansão posterior para a América Latina.

“O Brasil sempre importou ferramentas de desenvolvimento. A MigrAI quer inverter isso.”

Além do hype

No fechamento, a mensagem é clara e pragmática:“A MigrAI não é sobre hype de IA. É sobre produtividade real, redução de custos e software entregue mais rápido — dentro do contexto brasileiro.”

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