O Brasil perdeu neste sábado (30) um dos maiores nomes de sua literatura: Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). O escritor estava internado no Hospital Moinhos de Vento, onde faleceu em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia.
Segundo boletim médico, Verissimo havia sido internado no último dia 11 de agosto e permaneceu desde então na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em estado considerado grave.
Casado desde 1964 com Lúcia Helena Massa, o autor deixa três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana.
Um mestre das palavras
Nascido em 1936, em Porto Alegre, Luis Fernando Verissimo seguiu os passos do pai, o também escritor Érico Verissimo, e construiu uma carreira marcada pelo humor refinado, pela ironia sofisticada e pela habilidade em transitar por diferentes gêneros.
Autor de romances, crônicas, contos, livros infantojuvenis e até roteiros para quadrinhos, tornou-se um dos escritores mais lidos do país. O sucesso editorial o levou a figurar por duas vezes na capa da revista Veja, um feito raro entre autores nacionais, consolidando sua importância cultural.
Paixões além da literatura
Além da escrita, Verissimo cultivava paixões que também o definiam: o jazz, a gastronomia, as viagens e o futebol, especialmente o Internacional, clube do coração.
Seu estilo, segundo amigos e críticos, conseguia unir lirismo, humor e autoironia em textos que captavam o cotidiano brasileiro com leveza e profundidade.
Em uma das definições mais célebres sobre sua obra, a revista Veja destacou: “[Verissimo] pratica aquilo que Manuel Bandeira chamou ‘puxa-puxa’. Ou seja, é capaz de arrancar um bom texto de qualquer miudeza.”
A morte de Luis Fernando Verissimo deixa uma lacuna irreparável na literatura e na cultura brasileira, mas seu legado segue vivo em cada página escrita.
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