Por: Pietra Iris de LuccaEm hospitais, a redução da mortalidade vai muito além de um número em relatórios administrativos. Ela reflete decisões clínicas tomadas no tempo adequado, integração eficiente entre equipes e, sobretudo, diagnósticos entregues com rapidez e precisão. Em cenários de alta complexidade, como emergências sanitárias ou casos oncológicos graves, horas podem alterar completamente o desfecho de um paciente.
A experiência recente mostrou que atrasos em exames, falhas de comunicação entre setores e fluxos mal estruturados ampliam riscos. Em oncologia, por exemplo, o intervalo entre a coleta do material, a emissão do laudo e o início do tratamento pode interferir diretamente nas chances de intervenção precoce. Já em unidades que lidam com pacientes críticos, um sistema sobrecarregado pode significar perda de tempo precioso na definição da conduta médica.
É nesse contexto que ganha destaque o trabalho do médico patologista Dr. Mateus Bach, de Santa Catarina. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), ele direciona sua atuação à Patologia Médica e à gestão de processos diagnósticos, unindo conhecimento técnico à reorganização estratégica de fluxos hospitalares. Durante a pandemia, liderou uma reestruturação assistencial e laboratorial que contribuiu para uma redução aproximada de 20% na mortalidade hospitalar, ao mesmo tempo em que agilizou respostas diagnósticas em situações críticas.
A intervenção começou com um diagnóstico interno detalhado: o percurso do paciente e dos exames foi mapeado etapa por etapa. Foram identificados gargalos como solicitações incompletas, triagens duplicadas, ausência de critérios claros de priorização e tempos excessivos de espera entre setores. A partir desse levantamento, foram criados indicadores operacionais e clínicos capazes de monitorar o fluxo de ponta a ponta, mensurando atrasos e orientando decisões baseadas em dados.
Na fase seguinte, a implementação focou em padronização de rotinas, comunicação intersetorial e definição objetiva de prioridades. Critérios de risco passaram a nortear a ordem de liberação de exames, retrabalhos foram reduzidos e o alinhamento entre laboratório e equipes assistenciais foi intensificado. A meta era clara: encurtar o caminho entre a suspeita clínica, a confirmação diagnóstica e o início da conduta terapêutica, especialmente nos casos mais graves.
Os resultados também se refletiram na eficiência laboratorial. Sob sua liderança, foram analisados cerca de 60 mil exames, com redução de 70% nas filas diagnósticas e queda de 80% nas queixas relacionadas à demora na entrega de resultados. Em laboratório de anatomopatologia, houve diminuição de até 70% no tempo de conclusão de laudos, mantendo foco na precisão, sobretudo em diagnósticos oncológicos.
Paralelamente à atuação prática, o médico mantém produção acadêmica ativa. Em 2024, publicou na Revista Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e apresentou trabalhos no 34º Congresso Brasileiro de Patologia. Também conquistou o 3º lugar no Congresso Pernambucano de Cardiologia e recebeu Prêmio de Desempenho no Hospital Guarapiranga. Seus estudos incluem pesquisas sobre biofilmes fúngicos e criptococose, com reconhecimento em eventos científicos nacionais.
A trajetória inclui ainda observerships em instituições de referência internacional, como Cleveland Clinic, Memorial Sloan Kettering Cancer Center e University Hospitals, com foco em patologia óssea, tumores de partes moles e ginecopatologia. Soma-se a isso a certificação internacional ECFMG, com etapas já concluídas para validação do diploma médico nos Estados Unidos.
Ao alinhar eficiência operacional, rigor técnico e visão estratégica, o trabalho do Dr. Mateus Bach evidencia um princípio central da medicina contemporânea: processos bem estruturados não são apenas ferramentas administrativas, são mecanismos de segurança do paciente. Em muitos casos, representam a diferença concreta entre agravamento e recuperação.
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