Samuel Segundo transforma o Caso Padre Egídio em série documental

“Sob as Sombras da Fé” ganha versão audiovisual e revela detalhes inéditos sobre o esquema de desvio milionário liderado por Padre Egídio, caso repercutido nacionalmente em 2023.

O escritor paraibano Samuel Segundo, de 27 anos, leva às telas a história que viveu na pele. Baseada no livro homônimo de sua autoria, a série documental “Sob as Sombras da Fé: Os Rastros de Padre Egídio” está em fase final de produção e promete repercutir nacionalmente ao revelar um dos maiores escândalos religiosos do Brasil.

As gravações têm como cenário principal a Catedral da Sé, em São Paulo, e a obra traz depoimentos de pessoas em situação de rua de João Pessoa, ex-beneficiárias dos projetos sociais que foram brutalmente interrompidos após a queda do sacerdote.

“Eles perderam não só os alimentos, os remédios, os cuidados… perderam a fé em quem dizia ser enviado de Deus”, afirma Samuel.

À época, ele atuava como gerente de tecnologia no hospital de idosos gerido pelo religioso. Foi testemunha — e, teve coragem de investigar e denunciar seu próprio chefe — do esquema de corrupção que desviou mais de R$ 140 milhões de verbas públicas e privadas, em João Pessoa. Com provas em mãos, formalizou uma denúncia anônima ao Ministério Público da Paraíba, revelando tudo o que descobriu, o que culminou na prisão do sacerdote e outras diretoras.

Fui preso injustamente, usado como bode expiatório. Quando encontrei os documentos, as provas dos desvios milionários nos sistemas da instituição, imediatamente arquivei tudo em um pendrive, eram muitos: documentos, notas fiscais, inúmeros imóveis, carros de luxo, depósitos… eu só precisava de todas as provas, e logo que consegui tudo o denunciei imediatamente”, relata.

O documentário mistura investigação, dramatização e denúncia social. Além de mostrar os bastidores do esquema, a produção também revela os impactos devastadores nas comunidades mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependiam dos projetos sociais da instituição filantrópica.

“Não é contra a fé, é contra o uso da fé como fachada para enriquecer. Há quem ore pelos pobres — e quem os explore enquanto reza”, dispara.

A série, que deve estrear ainda este ano, expõe não apenas a corrupção institucionalizada, mas também a força de um homem comum diante de um sistema religioso poderoso.

“Não sou herói. Sou só alguém que se recusou a calar diante da dor dos outros”, finaliza Samuel.

Dirigido por: Vince.rec Produção: Digitown

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