Nova legislação fortalece os direitos do consumidor diante das dívidas. Advogada especialista em Direito Civil esclarece como identificar o superendividamento e explica caminhos legais para recuperar o equilíbrio financeiro
Com o custo de vida em alta e a facilidade de acesso ao crédito, milhões de brasileiros se veem presos a dívidas que se acumulam silenciosamente. Em resposta a esse cenário preocupante, a Lei 14.181/2021 — conhecida como Lei do Superendividamento — foi criada para oferecer proteção real ao consumidor que não consegue mais pagar suas contas sem comprometer o básico para viver com dignidade.
Mas afinal, o que é estar superendividado?
A cartilha da Caixa Econômica Federal define bem as diferenças: ter uma dívida é quando se tem uma obrigação financeira, como um empréstimo, financiamento ou até mesmo uma fatura de cartão de crédito. O endividamento acontece quando essas dívidas comprometem parte da renda, ainda que estejam em dia. Já o superendividamento se configura quando o pagamento de todas as dívidas compromete o chamado mínimo existencial — ou seja, impede a pessoa de custear moradia, alimentação, saúde e transporte.
“O superendividamento é mais comum do que se imagina. Muitas vezes, o cliente chega ao escritório acreditando que está apenas ‘desorganizado’, quando na verdade já perdeu o controle financeiro. Nosso papel é mostrar que existem soluções legais e renegociações possíveis, e que há vida financeira após as dívidas”, afirma a Dra. Larissa de Castro Ferreira Santana, advogada especializada em Direito Civil e Processo Civil.
A Lei prevê que, desde que a pessoa tenha agido de boa-fé ao contrair as dívidas, e estas estejam relacionadas a necessidades básicas, é possível acionar órgãos como Procon, Defensorias Públicas, CEJUSC e Tribunais de Justiça para dar início ao processo de conciliação com credores. As renegociações podem ser parceladas em até 5 anos, com o objetivo de preservar a dignidade do consumidor.
Além disso, o governo tem promovido ações como o mutirão Renegocia, organizado pela Senacon, e ferramentas como o Registrato, do Banco Central, que permite consultar gratuitamente todas as dívidas registradas no CPF. Outra iniciativa relevante é a plataforma Meu Bolso em Dia, que oferece orientações financeiras personalizadas.
Está superendividado? Veja o que fazer:
A Dra. Larissa, que também atua como assessora da Presidência do Tribunal de Ética da 14ª Turma da OAB/Santos, reforça a importância do atendimento humanizado e da escuta ativa:
“Muitas vezes, a vergonha impede a pessoa de procurar ajuda. Aqui, acolhemos cada caso com empatia, sem julgamentos, e buscamos sempre a solução mais viável, seja por meio da renegociação ou da via judicial.”
Especializada também em Direito Penal e Processo Penal, a advogada atua de forma ampla, com atendimento on-line para todo o Brasil, e vem se destacando por sua postura ética, técnica e acolhedora.
“Mais do que resolver dívidas, nosso foco é evitar que as pessoas voltem a se endividar. Educação financeira básica e informação jurídica são grandes aliadas da estabilidade financeira”, completa a Dra. Larissa.
Se você acredita estar em situação de superendividamento, não espere a crise se agravar. Siga a Dra. Larissa no Instagram @castro.larissa.adv e agende uma consulta on-line para orientação personalizada.
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