Enquanto a Globo aposta em novelas gravadas na vertical para conquistar o público do celular, Cauê Fantin já produzia séries nesse formato desde 2021, tendo sido quem trouxe o cinema vertical para o Brasil em parceria com o Kwai. Ele se consolidou como referência no país, com mais de 3 bilhões de visualizações acumuladas, 10 milhões de seguidores somados e um estilo de narrativa que transformou o feed em cinema e o celular em sala de exibição.
Fantin não apenas surfou a tendência: ele ajudou a criá-la. Em plena pandemia, quando o formato ainda era visto como “conteúdo de rede social”, ele transformou o feed em cinema e o celular em sala de exibição. O que começou como hobby virou profissão, carreira e movimento cultural.
Antes de se tornar referência, Cauê passou por Direito e Nutrição até mergulhar no universo digital. No fim de 2020, estudou algoritmos, comportamento das redes e o impacto das narrativas curtas. Ele percebeu que o storytelling vertical não era apenas tendência, mas terreno fértil para uma nova linguagem. Esse olhar chamou a atenção do Kwai, que o convidou para participar de um projeto experimental de novelas e séries verticais. Fantin não só embarcou, ele profissionalizou o formato, trazendo estética cinematográfica, ritmo narrativo e emoção para um espaço que antes era dominado por vídeos espontâneos.

“Comecei a gravar vídeo pra internet porque vi um amigo que tinha saído da mesma condição que eu e já estava rico. Falei: se ele conseguiu, eu também consigo. Comecei a gravar todo dia, e no primeiro mês já tinha feito mais de 150 vídeos. Eu aprendi a gravar, roteirizar, entender o algoritmo, analisar os gatilhos de atenção e treinar pessoas. Nesse primeiro mês, fiz R$ 15 mil com os vídeos, e aquilo mudou tudo para mim”, conta.
Entre 2021 e 2022, Cauê explodiu: mais de 200 milhões de visualizações em um único mês. Ao mesmo tempo, mais de 25 criadores formados por ele ultrapassaram 1 milhão de seguidores, consolidando uma escola de narrativas verticais no Brasil. Seus lançamentos foram determinantes: “Romeu e Julieta” (600 mil inscritos no YouTube), “Se Eu Fosse a Alícia” (mais de 100 milhões de visualizações), “Copa dos Sonhos” (180 milhões de views em um mês) e “Sherlock Holmes e o Mistério do Futuro”, que elevou o padrão técnico e narrativo do formato.
Hoje, com mais de 3 bilhões de visualizações acumuladas, Cauê se consolidou não só como diretor e roteirista, mas também como formador de novos talentos. Com o boom do vertical, Fantin se tornou sócio de uma produtora dedicada ao formato: 26 séries originais, 10 milhões de seguidores somados e mais de R$ 10 milhões faturados em dois anos. Grandes marcas globais já apostaram em sua narrativa ágil e cinematográfica.
Recentemente, a Globo estreou suas primeiras produções verticais nas redes sociais: o microdrama “Tudo Por Uma Segunda Chance”, com Daniel Rangel, Jade Picon e Debora Ozório, e, na próxima sexta-feira (5), será lançado “Cinderela e O Segredo do Pobre Milionário”, protagonizado por Gustavo Mioto e Maya Aniceto, com direção de Marcelo Zambelli e roteiro de Ricardo Hofstetter. A emissora já se empolgou com o formato e encomendou a quinta produção.
Entre os projetos recentes de Cauê, destacam-se “365 Motivos”, indicada ao Rio Web Fest 2025, e “Mentira Viral”, série criada para o lançamento do Samsung Galaxy A56. Em 2025, ele foi contratado pela Play9, maior hub de conteúdo digital da América Latina, atuando também na PlayAction como Diretor, Roteirista e Ator.
A atual aposta da Globo nas novelas verticais só reforça algo que Cauê já defendia há anos: o futuro do audiovisual está na palma da mão — e não de lado, mas em pé.
“Chamavam de sonho, de exagero, de modinha. Hoje virou linguagem. Ver o Brasil inteiro olhando para o vertical com seriedade é a maior prova de que a gente estava no caminho certo”, afirma.

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