O produtor e diretor Ubirajara de Souza, conhecido artisticamente como Bira Haway, morreu no domingo, 25, aos 74 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nas redes sociais do Molejo, grupo do qual ele foi um dos principais pilares nos bastidores. Até o momento, a causa oficial do óbito não foi divulgada pela família.
Figura central na trajetória do pagode nos anos 1990 e 2000, Bira Haway era pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Molejo, que faleceu em 2024 após uma longa batalha contra o câncer. A perda do produtor reacende o luto entre fãs e integrantes do grupo, que usaram as redes sociais para prestar uma homenagem emocionante ao “paizão” que ajudou a moldar a história da banda.
Em publicação comovente, os integrantes do Molejo destacaram o papel de Bira Haway como mentor, guia e referência artística. “Hoje o nosso coração se despedaça. Perdemos quem mais acreditava em nós: nosso paizão, nosso guia, nosso mestre, produtor e diretor — Bira Haway. Obrigado por cada ensinamento, por cada puxão de orelha que nos fez melhor, por cada abraço que nos deu coragem. Você plantou sonhos, regou com paixão e nos deixou um legado eterno”, escreveram.
Na sequência, o grupo ressaltou a importância do produtor para o samba e para a própria formação humana dos músicos. “O samba está de luto — e nós, do Molejão, choramos sua partida e celebramos sua vida. Mestre e pai de todos nós, descanse em paz; sua música e seu amor viverão para sempre dentro da gente. Vamos sempre te amar pra todo o sempre. Valeu ‘Birunga’! Obrigado por tudo”, completaram.
Bira Haway estava internado desde o dia 21 de janeiro em um hospital da zona norte do Rio de Janeiro. Poucos dias antes da morte, ele havia passado por uma amputação abaixo da coxa. De acordo com informações divulgadas pelo G1, o produtor procurou atendimento após um mal-estar e foi inicialmente levado à UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. Ele não resistiu e morreu no domingo, 25.

Com uma carreira sólida e respeitada, Ubirajara de Souza iniciou sua trajetória artística como percussionista na noite paulistana. A partir dos anos 1980, passou a atuar como produtor musical e diretor artístico, tornando-se peça-chave no desenvolvimento de diversos grupos de samba e pagode. Além do Molejo, trabalhou com nomes de peso do gênero, como Exaltasamba, Soweto, Grupo Revelação e Samprazer, deixando sua marca em projetos que ajudaram a popularizar o pagode em todo o país.
A morte de Bira Haway representa uma perda significativa para o samba e para o pagode brasileiro, encerrando a trajetória de um profissional que atuou longe dos holofotes, mas foi fundamental para o sucesso de artistas e grupos que marcaram gerações.
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