Goiânia, fevereiro de 2026 – A capital do agro brasileiro tornou-se palco de um encontro histórico entre Brasil e República Democrática do Congo (RDC). Durante missão oficial, o CEO e diretor da Pavion do Brasil Nano Tecnologia LTDA, Jairo Pavion, apresentou os resultados da tecnologia de pavimentação ecológica que será utilizada em um megaprojeto de infraestrutura no país africano.
O acordo que abre caminhos
Em novembro de 2025, foi assinado, em Brasília, um Memorando de Entendimento entre o Ministério do Desenvolvimento Rural da RDC, a Pavion e a International Management Consulting (IMC). O documento prevê a pavimentação de 70 mil quilômetros de estradas, além de obras de dragagem, perfuração de poços artesianos e gestão de resíduos sólidos em Kinshasa.
Três nomes são centrais nessa articulação:
• Grégoire Mutshail Mutomb, ministro do Desenvolvimento Rural da RDC, responsável por representar oficialmente o governo congolês.
• Maria Beatriz Barbosa Borges, representante da IMC, mandatária oficial do Ministério, encarregada das negociações institucionais e da busca de financiamentos.
• Vera Guedes, representante da Pavion, que atua como agente investidora e responsável pela execução técnica e financeira dos projetos.
Goiânia como vitrine tecnológica
Na visita técnica realizada em Goiânia, Jairo Pavion apresentou o produto desenvolvido pela empresa, destacando sua capacidade de unir inovação e biossustentabilidade. A demonstração contou com a presença da Embaixada da RDC, autoridades brasileiras e investidores internacionais, reforçando o papel estratégico da cidade como vitrine da tecnologia agroindustrial e de engenharia sustentável.
Segundo Pavion, os resultados já obtidos em testes comprovam que o asfalto ecológico pode reduzir impactos ambientais e oferecer maior durabilidade, tornando-se uma solução viável para países que enfrentam desafios estruturais.

O projeto promete:
• Estradas ecológicas para conectar comunidades rurais e impulsionar o comércio local.
• Poços artesianos para ampliar o acesso à água potável.
• Dragagem de rios para prevenir enchentes e melhorar o escoamento.
• Gestão de resíduos sólidos em Kinshasa, com foco em saúde pública e sustentabilidade.

Uma cooperação estratégica
Com a Pavion responsável pela gestão operacional e o Ministério supervisionando os contratos, o acordo simboliza uma nova etapa na cooperação Brasil–África. A IMC, por sua vez, garante o suporte financeiro e institucional, articulando fundos internacionais de Bruxelas para viabilizar os investimentos.
Mais do que infraestrutura, o projeto representa esperança e transformação social. Como destacou a diretoria da IMC: “Construímos a estrutura jurídica e financeira necessária para que um projeto de 70 mil km de estradas saísse do papel.”
Essa missão mostra que Goiânia não foi apenas palco de uma apresentação técnica, mas o ponto de partida para uma parceria que pode redefinir o futuro da RDC, levando tecnologia brasileira, sustentabilidade e desenvolvimento humano ao coração da África.