Com diagnóstico clínico e sem cura definitiva, a síndrome exige abordagem multidisciplinar que vai além dos medicamentos.
Por Redação | Portal Doutor TV
Para quem vê de fora, o corpo parece intacto. Para quem sente, a sensação é de um “volume de dor” constantemente no máximo. A fibromialgia, uma síndrome de sensibilização central, afeta milhões de brasileiros e ainda carrega o peso do estigma e da incompreensão.
Diferente de uma lesão comum ou inflamação muscular, a fibromialgia acontece no sistema nervoso. Segundo a Dra. Elisa Silveira (CRM 16471), médica com especialização em Medicina da Dor e Neurologia, o cérebro e a medula desses pacientes interpretam estímulos normais como dolorosos. “A dor é real e neuroquímica, embora não apareça em exames de imagem tradicionais”, explica a especialista.
Os “Sintomas Invisíveis”
A dor muscular generalizada é a protagonista, mas a síndrome é composta por um conjunto de sintomas que impactam severamente a rotina:
- Dor Crônica: Persistente por mais de três meses em várias partes do corpo.
- Fadiga e Sono Não Reparador: O paciente acorda com a sensação de ter sido “atropelado”, independentemente de quantas horas dormiu.
- “Fibrofog”: Lapsos de memória, dificuldade de concentração e confusão mental.
- Saúde Mental: Ansiedade e episódios depressivos são frequentes devido ao desgaste do quadro.
O Desafio do Diagnóstico
Um dos maiores obstáculos para os pacientes é a jornada até o diagnóstico. Por não existir um exame de sangue ou ressonância que aponte “positivo” para a fibromialgia, o processo é estritamente clínico.
”Os exames laboratoriais servem para excluir outras doenças, como lúpus ou hipotireoidismo. O diagnóstico final depende da história do paciente e do mapeamento da dor feito pelo médico”, afirma a Dra. Elisa.
Perfil e Gatilhos
Embora possa atingir qualquer pessoa, a prevalência é maior em mulheres entre 30 e 50 anos. Especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos severos ou estresse emocional prolongado costumam ser os gatilhos que “ligam” a chave da dor crônica.
Existe Tratamento?
Apesar de não ter uma cura definitiva, a fibromialgia pode entrar em remissão. O tratamento moderno baseia-se em um tripé fundamental:
- Medicamentoso: Moduladores de dor e antidepressivos que regulam neurotransmissores como serotonina e noradrenalina.
- Atividade Física: Essencial para a liberação de endorfinas (analgésicos naturais do corpo).
- Psicoterapia: Fundamental para manejar o impacto emocional da dor persistente.
Riscos da Falta de Tratamento
A fibromialgia não destrói as articulações, mas pode ser incapacitante. Sem o acompanhamento adequado, o paciente entra em um ciclo perigoso: a dor gera sedentarismo, que leva ao isolamento social e à depressão, o que, por sua vez, aumenta ainda mais a percepção da dor.
Dicas para o Dia a Dia:
- Higiene do Sono: Manter horários rigorosos para dormir e acordar.
- Exercícios Leves: Caminhada e hidroginástica são os mais recomendados.
- Manejo do Estresse: Meditação e técnicas de relaxamento ajudam a “baixar o volume” do sistema nervoso.

Fonte consultada:
Dra. Elisa Silveira (CRM 16471), médica formada pela Unifacisa, com especializações em Medicina da Dor, Neurologia, Psiquiatria e Medicina Canabinoide. Atua com foco em intervenções multidisciplinares e integrativas.
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