Alta na procura por tratamento para perda de pelos faciais impulsiona protocolos que estimulam o crescimento natural e reduzem a dependência de soluções apenas estéticas
A queda de fios nas sobrancelhas tem levado cada vez mais brasileiros aos consultórios dermatológicos. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, divulgados em 2025, indicam crescimento na procura por tratamento para perda de pelos faciais. O que inicia como uma falha discreta na sobrancelha pode evoluir para um abalo na forma como a pessoa se reconhece no espelho.
A empresária e especialista em estética regenerativa Lucy Toum relata que parte das pacientes que chegam à clínica não busca apenas uma solução estética, mas uma reconstrução da própria identidade. “A sobrancelha molda a expressão facial. Quando ela desaparece, a pessoa sente que perde traços da própria identidade. Muitas relatam evitar fotos, reuniões e até interações sociais”, afirma. Segundo ela, o impacto costuma ser silencioso. “É comum a paciente dizer que parece estar sempre com expressão de cansaço ou tristeza. Isso altera a forma como ela se apresenta no trabalho e até em ambientes familiares.”
Estudos clínicos recentes reforçam essa percepção. Publicação de 2026 da plataforma médica The Dermatologist destaca que a perda de sobrancelhas e cílios em pacientes com alopecia areata está associada a impacto psicológico relevante e piora na qualidade de vida, motivo pelo qual ensaios terapêuticos atuais passaram a incluir essas áreas como critério específico de avaliação.
Da camuflagem à regeneração
Diante dessa realidade, clínicas especializadas passaram a investir em protocolos que estimulam o crescimento dos fios naturais, em vez de recorrer exclusivamente à micropigmentação.
Segundo Lucy, o tratamento de regeneração dos fios naturais atua na reativação do folículo piloso. “Trabalhamos com ativos que estimulam a fase anágena do ciclo capilar, além de técnicas que melhoram a oxigenação do tecido. O objetivo é recuperar a capacidade do próprio organismo de produzir o fio”, explica. Ela acrescenta que o processo exige acompanhamento e constância. “Não é um procedimento imediato. Existe um tempo biológico de resposta. Quando a paciente entende isso, passa a enxergar o tratamento como cuidado com a saúde da pele, e não apenas como estética.”

- Especialista em regeneração de sobrancelhas e primeira perita judicial em remoção a laser no país, ela defende tratamento com base técnica e acompanhamento contínuo.
O ciclo capilar é dividido em três fases principais, conforme descreve a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: anágena, catágena e telógena. A primeira corresponde ao período de crescimento ativo. Quando há interrupção ou enfraquecimento dessa fase, ocorre a rarefação dos fios. A proposta regenerativa busca justamente prolongar e fortalecer essa etapa.
Avaliação médica e limites do tratamento
A especialista alerta que a avaliação médica permanece fundamental para descartar causas sistêmicas. Deficiências nutricionais, doenças autoimunes e alterações hormonais exigem diagnóstico específico. Ainda assim, a abordagem regenerativa tem ampliado espaço ao propor recuperação funcional do tecido, e não apenas cobertura estética.
Ao estimular o crescimento do próprio fio, o tratamento reposiciona a estética como ferramenta de reestruturação emocional. Para pacientes que conviveram com falhas por anos, o reaparecimento progressivo dos pêlos representa mais do que mudança visual. Significa retomar traços da própria identidade e reconstruir a confiança na própria imagem.
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