Lideranças femininas ganham espaço no ecossistema de inovação e mostram como visão comercial e gestão estruturada ajudam empresas de software a crescer e escalar
Levantamento do Sebrae Startups aponta que 31% das startups brasileiras têm mulheres em posições de liderança, embora apenas 8,65% sejam fundadas exclusivamente por mulheres. Os dados evidenciam o avanço da presença feminina no ecossistema de inovação, mas também mostram que ainda há espaço para ampliar a participação das mulheres nas decisões estratégicas das empresas de tecnologia.
Em um setor marcado pela rápida transformação digital, startups que operam no modelo SaaS, software como serviço, têm se destacado por abrir espaço para novas lideranças e diferentes perspectivas de gestão.
Marilucia Silva Pertile, cofundadora da Start Growth, venture capital especializada em acelerar startups de tecnologia, e mentora de negócios SaaS com trajetória em liderança comercial no setor, acompanha de perto essa transformação no ecossistema de inovação. “As mulheres têm ocupado cada vez mais posições estratégicas nas startups e contribuído para estruturar empresas mais preparadas para crescer e escalar”, afirma.
Segundo ela, a presença feminina em cargos de decisão tem contribuído para uma visão mais estruturada sobre crescimento e gestão dentro das startups. “Quando mulheres assumem posições estratégicas, a discussão sobre crescimento tende a considerar não apenas velocidade, mas também consistência. Estrutura comercial, retenção de clientes e gestão de pessoas passam a ganhar mais peso na estratégia”, aponta.
O ambiente das startups SaaS exige exatamente esse tipo de visão integrada. Empresas desse modelo operam com receita recorrente, dependem de retenção de clientes e precisam estruturar processos comerciais claros para crescer de forma previsível.
Para a mentora, esse cenário abre espaço para profissionais que conciliam capacidade analítica, liderança de equipes e estratégia de negócios. “Startups SaaS precisam dominar métricas, entender profundamente o cliente e construir processos comerciais sólidos”, diz.
Além de ampliar a diversidade nas decisões, a presença feminina também influencia a cultura das empresas. Equipes mais diversas tendem a construir ambientes mais colaborativos e atentos às necessidades do mercado. Para a executiva, essa diversidade ajuda as startups a entender melhor seus próprios clientes e a desenvolver soluções mais alinhadas com a realidade do usuário.
Ainda assim, o avanço das mulheres no setor de tecnologia depende de mudanças estruturais dentro do próprio ecossistema de inovação. A executiva afirma que ampliar o acesso a mentorias, redes profissionais e oportunidades de liderança é um passo importante para acelerar essa transformação. “Existe muito talento feminino preparado para atuar em tecnologia e inovação. O desafio é garantir que essas profissionais tenham espaço para participar das decisões e construir empresas de alto crescimento”, destaca.

A especialista aponta cinco caminhos para ampliar o protagonismo feminino nas startups
A experiência no acompanhamento de fundadores e equipes permite identificar práticas que ajudam mulheres a conquistar espaço em posições estratégicas dentro de startups de tecnologia.
- Investir em formação estratégica
Conhecimento em vendas, métricas de crescimento e gestão de negócios amplia a capacidade de atuação em empresas de tecnologia.
- Participar do ecossistema de inovação
Eventos, programas de aceleração e comunidades de startups ajudam a construir rede de contatos e abrir novas oportunidades.
- Buscar mentoria especializada
A troca com profissionais experientes pode acelerar o desenvolvimento de carreira e a compreensão do funcionamento do mercado.
- Desenvolver visão comercial do negócio
Entender como a empresa gera receita e como escalar vendas é um diferencial relevante dentro das startups SaaS.
- Construir autoridade profissional
Participar de debates do setor, compartilhar conhecimento e assumir posições de liderança fortalece o posicionamento dentro do ecossistema.
Na avaliação da mentora, a tendência é que a presença feminina nas decisões estratégicas das startups continue crescendo nos próximos anos. Para ela, diversidade também é um fator de competitividade para empresas que buscam inovar e escalar. “Quanto mais diversidade de perspectivas existir dentro das equipes, maior tende a ser a capacidade de adaptação e inovação”, conclui.
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