O apresentador Ratinho, de 70 anos, voltou a se pronunciar na tarde desta sexta-feira (13) após a repercussão de declarações consideradas transfóbicas direcionadas à deputada federal Erika Hilton. Em um novo posicionamento publicado em vídeo, o comunicador afirmou que não teve a intenção de ofender a parlamentar e disse que suas falas foram uma crítica de caráter político.
“Está dando muita polêmica, né? Eu defendo a população trans, mas também defendo o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito, é jornalismo. E eu não vou ficar em silêncio”, declarou o apresentador.
A manifestação ocorre depois de comentários feitos por Ratinho na quarta-feira (11), quando ele comentou o fato de Erika Hilton presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o apresentador afirmou que não considera a deputada uma mulher e chegou a se referir a ela utilizando o masculino.
“Não achei muito justo. Com tanta mulher, por que colocar uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans”, afirmou na época. Erika Hilton se tornou a primeira mulher transexual eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Durante a mesma fala, Ratinho acrescentou que não tem nada contra pessoas trans, mas voltou a questionar a escolha da deputada para o cargo. “Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres… Mulher, para ser mulher, tem de ser mulher. Eu respeito todo mundo, defendo quem tem comportamento diferente, está tudo certo”, disse.
Em meio aos aplausos da plateia, o apresentador seguiu com críticas e fez novas declarações polêmicas. “Mulher, para ser mulher, tem que ter útero, precisa menstruar, tem de ficar chata três ou quatro dias. Vocês pensam que a dor do parto é fácil? Tem que fazer o exame Papanicolau. Eu sou contra, devia deixar uma mulher ser presidente da comissão”, afirmou.
Ratinho nega ofensa a Erika Hilton após fala polêmica sobre comissão da Câmara
Na sequência, Ratinho voltou a se referir à parlamentar de forma ambígua. “Quero dizer que não tenho nada contra a deputada ou o deputado, não sei. Não tenho nada contra, não me fez nada. Ela fala bem, é boa de prosa. Agora, acho que devia ser mulher”, comentou.
O apresentador também questionou se Erika Hilton teria vivência para tratar das pautas discutidas no colegiado. “Ela é trans, mas será que entende os problemas e desafios de quem nasceu mulher? Porque não é fácil. E se fosse ao contrário? Imagina outra pessoa tentando defender as pautas do público masculino. Também não estaria certo. Vamos ter inclusão, mas não precisa exagerar”, concluiu.
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