O cantor Tiago Iorc, de 40 anos, revelou nas redes sociais que está enfrentando um período delicado por causa de uma hérnia na cervical. Durante o fim de semana, o artista comentou sobre as dores e as limitações que vêm afetando sua rotina nos últimos meses, enquanto mostrava parte de seus exercícios físicos diários.
Segundo o próprio cantor, o problema tem causado desconfortos constantes e ainda impõe algumas restrições. “Estou há quatro, cinco meses lidando com essa dor. No meu caso, irradiou para o braço e a mão. Ainda tenho algumas restrições de movimento e de força, e não é fácil”, contou Tiago Iorc, ao compartilhar com seguidores um pouco do processo de recuperação.
De acordo com o neurocirurgião Roberto Oberg, a hérnia de disco ocorre quando há um abaulamento provocado pelo rompimento do anel fibroso do disco intervertebral. Esse rompimento permite que o núcleo interno se projete para fora, formando uma protuberância que pode comprimir estruturas próximas. Quando essa compressão atinge uma raiz nervosa, surgem sintomas como dor intensa e irradiação para outras regiões do corpo.
O especialista destaca que problemas na coluna são bastante comuns em todo o mundo. Um levantamento publicado pela revista científica The Lancet apontou que, em 2020, cerca de 619 milhões de pessoas sofriam com dor lombar globalmente. A previsão é que esse número chegue a 843 milhões até 2050, cenário associado principalmente ao sedentarismo e ao sobrepeso. A dor lombar, inclusive, figura entre as condições crônicas mais frequentes na população mundial.
Em relação ao tratamento, Roberto Oberg explica que atualmente existem opções modernas e menos invasivas para o controle da dor. Entre elas estão infiltrações, bloqueios anestésicos e procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, como a microcirurgia e a endoscopia da coluna.
“Na endoscopia, realizamos um pequeno corte por onde é introduzido um tubo fino com uma câmera de alta resolução na ponta. Com isso, conseguimos visualizar e manipular o disco afetado. Em geral, o procedimento dura cerca de uma hora e, na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia”, explica o médico. Ele ressalta, porém, que cada situação precisa ser avaliada individualmente para que a indicação cirúrgica seja feita com segurança e ofereça melhores resultados.

Além dos tratamentos médicos, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar os sintomas. Em quadros de dor aguda, o repouso e a aplicação de gelo nas primeiras 48 horas costumam reduzir a inflamação. O alongamento de músculos das costas, pernas e quadris — como quadratus lumborum, iliopsoas e isquiotibiais — também pode contribuir para diminuir tensões na região.
Após o período inicial com gelo, compressas mornas podem ser utilizadas para relaxar a musculatura. Já a fisioterapia tem papel importante no processo de recuperação, auxiliando na liberação miofascial e na melhora da mobilidade da coluna.
Por fim, Roberto Oberg alerta que a busca por avaliação médica é essencial quando a dor se torna muito intensa ou persiste por mais de duas semanas. Outros sinais de alerta incluem irradiação da dor para braços ou pernas, formigamentos, perda de força ou episódios em que o desconforto chega a despertar o paciente durante a noite.
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