Sob a liderança de Célia Rizzante, BPW São Paulo celebra 50 anos de história e fortalece conexões entre mulheres no Brasil e no mundo Hoje, sob a liderança da presidente Célia Rizzante, a BPW São Paulo vive um novo momento de expansão e fortalecimento, mantendo viva uma história que começou de forma simples — mas com um propósito que atravessaria gerações. Muito antes de se falar em empoderamento feminino como se conhece hoje, um grupo de mulheres se reuniu em São Paulo com uma visão clara: abrir caminhos onde ainda não existiam espaços.
A origem desse movimento remonta a agosto de 1974, quando um encontro realizado na casa de Avelina Salles Haynes reuniu mulheres brasileiras e visitantes estrangeiras ligadas à BPW internacional. O que parecia apenas uma reunião informal deu início a uma ideia que mudaria o cenário do protagonismo feminino no país. No ano seguinte, em 11 de março de 1975, nascia a Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo (AMNPSP), considerada a “célula mater” da BPW no Brasil. À frente desse movimento estavam mulheres visionárias como Maria Violeta Maciel de Castro, primeira presidente da entidade, e Marina de Almeida Prado Galvão de Assumpção, que deram continuidade à estruturação e expansão da organização nos anos seguintes.
Um movimento que nasceu em meio à transformação social
A criação da BPW São Paulo aconteceu em um período de intensas mudanças no Brasil e no mundo.
Na década de 1970, mulheres começavam a ocupar novos espaços no mercado de trabalho, mas ainda enfrentavam barreiras significativas, como desigualdade profissional, limitação de oportunidades e preconceitos estruturais. Enquanto universidades formavam cada vez mais mulheres, o mercado de trabalho ainda não acompanhava esse avanço, tornando o crescimento profissional um desafio constante. Foi nesse cenário que a BPW surgiu — não apenas como uma associação, mas como um espaço de organização, fortalecimento e construção de identidade feminina no mundo profissional.
De um pequeno grupo a uma rede internacional
O que começou com um grupo de mulheres reunidas em uma sala cedida em São Paulo rapidamente se conectou a um movimento global iniciado em 1919, nos Estados Unidos, pela advogada Lena Madesin Phillips.
A BPW expandiu-se para a Europa, consolidando-se como federação internacional em 1930, em Genebra. Hoje, está presente em mais de 120 países, atuando nos cinco continentes e mantendo participação ativa junto à ONU há mais de 70 anos. No Brasil, a organização segue em crescimento, reunindo mais de 1.200 mulheres associadas e mais de 30 unidades espalhadas pelo país.
50 anos de história e um novo capítulo
Em 2024, a BPW São Paulo iniciou as celebrações do seu Jubileu de Ouro, marcando 50 anos de fundação da primeira BPW do Brasil.
O encerramento das comemorações acontece com o lançamento de um livro que resgata essa trajetória — uma história construída por mulheres que decidiram não aceitar os limites impostos, mas criar novas possibilidades. Sob a liderança de Célia Rizzante, a organização segue ampliando sua atuação, fortalecendo conexões e incentivando o crescimento de mulheres em diferentes áreas.
Para ela, o diferencial da BPW está na participação ativa.“Costumo dizer que só não cresce na BPW quem não participa. É na conexão, na troca e no movimento que as oportunidades acontecem”, afirma.
Um movimento que continua vivo
Mais do que uma organização, a BPW se consolidou como um movimento de transformação.
Um espaço onde mulheres se conectam, compartilham experiências, fortalecem suas trajetórias e, muitas vezes, encontram caminhos para se reinventar. Para ela, integrar a BPW São Paulo representa mais do que pertencimento — é conexão com um legado construído por mulheres que tiveram coragem de começar. “Fazer parte de um movimento que nasceu de um encontro simples, mas que hoje impacta o mundo, nos lembra que grandes transformações começam com decisões corajosas”, afirma.
Um legado que atravessa gerações
A história da BPW São Paulo não é apenas sobre o passado.
É sobre continuidade.
Sobre mulheres que abriram caminhos quando eles ainda não existiam — e sobre aquelas que hoje seguem ampliando esses espaços. Porque, no fim, o que começou dentro de uma casa se tornou algo muito maior: um movimento global que continua conectando mulheres, fortalecendo histórias e transformando o mundo.
As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e podem não necessariamente expressam a opinião deste portal.
É expressamente proibido cópia, reprodução parcial, reprografia, fotocópia ou qualquer forma de extração de informações do site EGOBrazil sem prévia autorização por escrito, mesmo citando a fonte. Cabível de processo jurídico por cópia e uso indevido, esse conteúdo pode conter IA.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o EGOBrazil no Instagram.



