Um dos musicais mais icônicos da cultura pop mundial, “The Rocky Horror Show” ganha uma nova montagem brasileira, produzida pelo CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), que chega ao palco do Teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro. Com direção artística de Victor Maia e co-direção de Gustavo Klein, o espetáculo revisita o clássico criado por Richard O’Brien, reunindo humor, irreverência e uma estética inspirada nos filmes B de terror e ficção científica dos anos 1950.
A história acompanha Brad Majors e Janet Weiss, um casal de noivos conservadores que, após o carro quebrar em uma noite chuvosa, decide buscar abrigo em um misterioso castelo isolado. No local, eles são recebidos por uma série de personagens excêntricos e bizarros, liderados pela Dra. Frank-N-Furter, uma cientista travesti que está prestes a apresentar ao mundo sua mais recente criação: Rocky, um humano artificial criado para ser sua amante.
À medida que a noite avança, Brad e Janet são arrastados para um universo de decadência, sedução e libertação, onde suas certezas e sua visão de mundo passam a ser constantemente desafiadas. Com muito humor e irreverência, o espetáculo mistura referências da cultura pop com uma atmosfera provocativa e sensual.
Criado por Richard O’Brien, “The Rocky Horror Show” se tornou um fenômeno cult ao longo das décadas, celebrando a diversidade, a liberdade de expressão e a quebra de tabus.
“A obra nasce em um contexto em que temas como liberdade sexual e diversidade ainda eram vistos como algo exótico. A protagonista, por exemplo, é uma transexual da Transilvânia — quase como uma extraterrestre aos olhos da sociedade da época. Mas, no fundo, ela representa a liberdade de sentir, de desejar e de viver o prazer”, destaca o diretor Victor Maia.
A nova montagem brasileira apresenta uma trilha roqueira marcante e uma encenação que mantém o espírito transgressor da obra original, ao mesmo tempo em que dialoga com discussões contemporâneas.
“A gente continua falando sobre essas questões hoje, com ainda mais camadas. A diversidade ganhou nome, identidade, visibilidade. O espetáculo fala sobre isso: sobre não se esconder, sobre assumir quem você é e viver plenamente”, completa.
A encenação também amplia essas possibilidades ao incorporar diferentes perspectivas sobre identidade e relações.
“Minha proposta na direção é expandir esse universo, trazendo referências de outras culturas e formas de se relacionar, como o BDSM e diferentes configurações afetivas. É um espetáculo sobre sexo, mas, principalmente, sobre liberdade. A ideia é que o público saia refletindo sobre a própria intimidade e com vontade de se conhecer mais”, finaliza Victor Maia.
A versão brasileira conta com traduções e versões de Caio Fornasari e Alexandre Amorim, além de direção musical assinada por Hugo Kerth e Tatiana Sobral. As coreografias são de Arthur Costa, e a coordenação geral é de Reiner Tenente.

O elenco reúne Alice Medeiros, Betina de Bem, Camila Maçana, Carol High, Caio Fornasari, Cecília Diniz, Clarissa Grizolia, Cris Marques, Diego González, Gabriela Guedes, Gabiá, Julio Lima, Louis Oliver, Lucicleia Silva, Maria Claudia Feitosa, Obsidiana e Rafael Borges.
SERVIÇO:
The Rocky Horror Show
Local: Teatro Solar de Botafogo
Endereço: Rua General Polidoro, 180 – Botafogo, Rio de Janeiro
Temporada: 08 a 17 de Abril
Sessões: Quartas, Quintas e Sextas às 20h
Duração: 1h45
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos: R$45,00 meia, R$90,00 inteira
As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e podem não necessariamente expressam a opinião deste portal.
É expressamente proibido cópia, reprodução parcial, reprografia, fotocópia ou qualquer forma de extração de informações do site EGOBrazil sem prévia autorização por escrito, mesmo citando a fonte. Cabível de processo jurídico por cópia e uso indevido, esse conteúdo pode conter IA.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o EGOBrazil no Instagram.



