Luana Piovani chamou atenção ao falar abertamente sobre espiritualidade e identidade religiosa. Em um relato sincero, ela revelou que recentemente visitou um terreiro de candomblé em Salvador, na Bahia, e passou a se definir como “evangélica macumbeira”, expressão que, segundo ela, representa sua trajetória pessoal e suas descobertas ao longo da vida.
De acordo com a própria artista, a decisão de se aproximar das religiões de matriz africana não foi impulsiva, mas resultado de anos de curiosidade e reflexão. Criada na fé evangélica pela avó, ela contou que sempre teve interesse por diferentes formas de espiritualidade, mas esperou até se sentir pronta para dar esse passo. “Acabei de me tornar macumbeira e estou muito feliz e orgulhosa. Sou fofa de nascida, mas de criada sou Iansã (risos)”, declarou.
A atriz também destacou que a maturidade teve papel fundamental nessa escolha. Ao completar 50 anos, passou a enxergar a espiritualidade de forma mais ampla, conectando-a com suas origens e identidade cultural. Para ela, o contato com tradições afro-brasileiras representa uma reconexão com o próprio povo e com aspectos históricos e culturais do país. “Sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA”, afirmou.
Durante o relato, ela ainda comentou sobre sua formação religiosa inicial e as transformações em sua visão ao longo dos anos. Criada na Igreja Adventista do Sétimo Dia, contou que estudou a Bíblia, visitou Israel e sempre teve interesse pela cultura judaica. No entanto, hoje entende a religião como algo mais amplo, baseado no respeito, na diversidade e no amor ao próximo.
A artista também fez críticas ao que considera uma distorção de valores em parte do cenário religioso atual, afirmando que muitos discursos perderam a essência do respeito às diferenças. Apesar disso, ressaltou que sua trajetória não representa uma rejeição total às suas origens, mas sim uma evolução pessoal e espiritual.
O depoimento repercutiu nas redes sociais por trazer à tona discussões sobre intolerância religiosa, identidade cultural e liberdade de crença. A fala da atriz reforça um movimento cada vez mais presente no Brasil: o de pessoas que buscam múltiplas referências espirituais e constroem sua fé de maneira mais plural.
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