A menos de um ano da Copa do Mundo de 2026, um tema começa a ganhar força entre torcedores, especialistas e cidades-sede: o acesso do público aos estádios.
Com ingressos chegando a milhares de dólares em algumas partidas, incluindo jogos da seleção brasileira e da equipe dos Estados Unidos, a discussão já ultrapassa o campo esportivo e passa a envolver inclusão, turismo, economia e o futuro dos grandes eventos internacionais.
A preocupação ganhou novos capítulos após a prefeitura de Nova York anunciar o sorteio de mil ingressos populares de US$ 50 para moradores locais, além de transporte gratuito para os jogos realizados no MetLife Stadium, palco da final da Copa.

Para o empresário e comunicador Lucas Estevam, que acompanha de perto a preparação da cidade para receber o Mundial, a iniciativa mostra que o acesso ao evento se tornou uma preocupação real das autoridades locais.
“A Copa sempre foi vista como uma festa popular. Mas quando uma cidade precisa criar programas especiais para garantir que os próprios moradores consigam assistir aos jogos, fica claro que existe uma discussão importante sobre acessibilidade e participação popular”, afirma.
Segundo Lucas, o tema vai além do valor dos ingressos.
“O que está sendo discutido não é apenas quem consegue comprar uma entrada. É quem consegue viver a experiência completa da Copa do Mundo. A atmosfera do torneio sempre foi construída pelos torcedores, pelas famílias e pelas comunidades locais.”
Especialistas apontam que a expansão da competição para 48 seleções e 104 partidas trouxe novas oportunidades comerciais para a FIFA, mas também elevou os custos relacionados à operação do evento, hospitalidade e comercialização de ingressos.
Para Lucas, a tendência acompanha uma transformação observada em diversos megaeventos internacionais.
“Os grandes eventos ficaram mais sofisticados, mais globais e mais lucrativos. O desafio agora é encontrar um equilíbrio para que o torcedor tradicional não perca espaço dentro desse novo modelo.”
Outro ponto que chama atenção é o crescimento das chamadas experiências paralelas, como fan fests, eventos públicos e áreas de convivência organizadas pelas cidades-sede.
“Talvez a grande experiência da Copa não esteja apenas dentro dos estádios. As cidades estão investindo cada vez mais em espaços públicos porque entendem que nem todo mundo conseguirá acompanhar os jogos das arquibancadas”, observa.
Com expectativa de quebrar recordes de audiência, movimentação turística e faturamento, a Copa de 2026 promete ser histórica. Mas, para Lucas Estevam, ela também pode deixar uma reflexão importante para o futuro do futebol.
“A grande pergunta que fica é: como manter a essência popular do esporte em um evento que se torna cada vez mais caro? Esse é um debate que não termina na Copa de 2026. Ele deve acompanhar os grandes eventos esportivos pelos próximos anos.”
Conteúdo produzido por colaborador do EGOBrazil e revisado pela equipe editorial antes da publicação. As informações seguem os critérios e padrões editoriais adotados pelo portal.
© EGOBrazil. Todos os direitos reservados. A reprodução total ou parcial deste conteúdo sem autorização prévia e por escrito é proibida.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o EGOBrazil no Instagram.



