A luta de Preta Gil contra o câncer de intestino reacendeu uma conversa importante sobre os efeitos colaterais do tratamento oncológico. Além do sofrimento físico e emocional, um aspecto muitas vezes negligenciado é o impacto do tratamento no coração. Sim, isso mesmo: quimioterapia, radioterapia e até alguns medicamentos podem comprometer a saúde cardiovascular.
“A medicina avançou muito, e hoje conseguimos tratar e curar muitos tipos de câncer. Mas é fundamental olhar para o paciente como um todo, e isso inclui o coração”, alerta a cardiologista Priscila Sobral. Ela explica que alguns protocolos usados no combate ao câncer podem sobrecarregar o sistema cardiovascular e, em alguns casos, desencadear ou agravar doenças cardíacas.
Segundo a especialista, existe até um campo da medicina dedicado a isso: a cardio-oncologia, que cuida dos pacientes oncológicos com atenção especial à saúde do coração antes, durante e depois do tratamento.
“Medicamentos quimioterápicos, especialmente alguns tipos usados no tratamento de mama, pulmão e intestino, podem causar disfunções no músculo cardíaco, alterações na pressão arterial e até arritmias. A radioterapia na região do tórax também pode comprometer as artérias coronárias e válvulas cardíacas com o tempo”, explica a médica.
A notícia do falecimento de Preta Gil, aos 49 anos, mexeu com o Brasil. Carismática, intensa e generosa, ela compartilhou com o público sua batalha contra a doença. A comoção em torno do caso acendeu o alerta: é preciso olhar para o corpo de forma integral.
“É fundamental que o paciente oncológico passe por uma avaliação cardiológica antes de iniciar o tratamento, especialmente se já tiver fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto ou histórico familiar de doenças cardíacas. E durante o tratamento, o acompanhamento deve ser constante”, orienta Priscila.
A boa notícia é que com o acompanhamento adequado e intervenções precoces, muitos desses efeitos podem ser evitados ou controlados. A atenção multidisciplinar — com oncologistas, cardiologistas, nutricionistas e psicólogos — faz toda a diferença na jornada contra o câncer.
“Nosso objetivo é garantir que o paciente não apenas vença o câncer, mas também mantenha qualidade de vida durante e após o tratamento”, reforça a cardiologista.
A história de Preta Gil deixa um legado de força, coragem e amor à vida. Que seu exemplo inspire mais pessoas a cuidarem da saúde de forma integral — do corpo ao coração.

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