O próximo sábado marca o início oficial do Carnaval de São Paulo 2026. A passarela do Sambódromo do Anhembi abrirá os portões para os desfiles do Grupo de Acesso II, a terceira divisão das disputas entre as agremiações paulistanas. Organizada pela Liga-SP, a competição reúne 10 escolas que brigam por duas vagas no Grupo de Acesso I, enquanto outras duas serão rebaixadas ao Grupo Especial de Bairros da UESP.
Repetindo a fórmula adotada nos últimos anos, a programação começa com os desfiles mirins a partir das 18h, protagonizados por escolas filiadas à Liga-SP. O público poderá acompanhar a festa gratuitamente nas arquibancadas, iniciativa mantida desde 2022 e que se consolidou como um dos principais incentivos à presença popular no Anhembi.
A primeira escola a pisar na avenida será a Amizade Zona Leste, vice-campeã do Especial de Bairros, seguida por Imperatriz da Pauliceia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder. A apuração ocorrerá já no domingo, às 17h.
A Amizade Zona Leste retorna ao grupo apostando no enredo afro-religioso “Xangô e Iansã, o Casal do Dendê no Ilê do Amizade”. O carnavalesco Rogério Sapo afirma que a proposta surgiu ainda no desfile das campeãs de 2025 e foi prontamente abraçada pela comunidade.
Na sequência, a Imperatriz da Pauliceia tenta reagir após dois carnavais próximos do rebaixamento. A escola reforçou o time com um trio de carnavalescos — Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila — além do intérprete Dom Júnior, para apresentar “Congá, o Altar Sagrado da Minha Fé”, exaltando a espiritualidade brasileira.
A Torcida Jovem mantém a linha temática afro e desembarca na Bahia com “Axé, Raízes e Ritmos da Cultura Afro-Baiana”, marcando também a estreia do intérprete Ivanzinho.
Já a tradicional X-9 Paulistana investe no enredo indígena “Yvy Marã Ei: a busca pela terra sem mal”, desenvolvido por Amauri Santos, com a proposta de reflexão sobre os povos originários e novos caminhos para a humanidade.
Rebaixada em 2025, a Unidos de São Lucas tenta o retorno com “Meu Tambor é Ancestral… Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas!”, assinado por Anselmo Brito, ideia sugerida pelo presidente Nanão.
A histórica Unidos do Peruche, pentacampeã do carnaval paulistano, celebra seus 70 anos no enredo “Oi! Esse Peruche Lindo e Trigueiro. Terra de Samba e Pandeiro, 70 Anos”, conectando a trajetória da escola ao universo do samba.

O Morro da Casa Verde chega forte com um dos sambas mais comentados da temporada, “Santo Antônio de Batalha Faz de Mim Batalhador”, criado por Ulisses Bara, buscando voltar ao Acesso I.
O Imperador do Ipiranga leva à avenida “Bejiróó, Onipé Doum – Ibeji”, de Rômulo Roque, misturando religiosidade afro com linguagem lúdica.
A campeã do Especial de Bairros, Uirapuru da Mooca, promete ousadia com três alegorias no enredo “Maria Felipa, no Balanço da Maré, a Heroína da Independência”.
Encerrando a noite, a Primeira da Cidade Líder homenageia o carnavalesco Paulo Barros com “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, desenvolvido por Anderson Rodrigues e pelos irmãos Minuetto.
Com diversidade temática — entre cultura afro-brasileira, povos originários, história nacional e tributos ao próprio carnaval — o Acesso II chega como uma das disputas mais abertas dos últimos anos. Para as comunidades, o desfile representa mais do que competição: é a oportunidade de alcançar a elite da folia paulistana.
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