Por Dr. Luiz Severo – Neurocirurgião
A dor crônica, definida como aquela que persiste por mais de três meses, tornou-se uma das principais causas de incapacidade no mundo. Embora muitas vezes tratada apenas como um sintoma, hoje se sabe que, quando persiste, ela deixa de ser um problema localizado e passa a envolver o próprio sistema nervoso. Pacientes que chegam aos consultórios com a pergunta “Por que a dor não vai embora?” revelam a complexidade desse quadro: em muitos casos, os remédios não são suficientes porque não conseguem reverter as alterações cerebrais envolvidas no processo.
Esse fenômeno, chamado sensibilização central, faz com que o cérebro e a medula espinhal entrem em estado de hiperexcitabilidade, reagindo de forma exagerada a estímulos mínimos — e até mesmo na ausência de estímulos. Assim, o tratamento medicamentoso alivia, mas não reprograma o sistema nervoso que sustenta a dor. O impacto é amplo: sono prejudicado, alterações de humor, perda de produtividade, limitações físicas e desgaste emocional. Lombalgias, cefaleias, dores articulares, fibromialgia e dores neuropáticas estão entre os quadros mais frequentes, todos marcados por sofrimento silencioso.
A boa notícia é que a medicina da dor evoluiu. Novas tecnologias e abordagens baseadas em neurociência permitem ir além do controle sintomático. Métodos de neuromodulação — como estimulação vagal, microcorrentes e estimulação transcraniana — atuam diretamente nos circuitos neurais, reduzindo fadiga e melhorando sono e humor. A fotobiomodulação, com LED e laser de alta potência, modula inflamação e acelera reparo tecidual. Ondas de choque (ESWT), terapias regenerativas como PRP e ozonioterapia e tecnologias como o SIS promovem regeneração e analgesia profunda.
Ao lado desses recursos, terapias integrativas reforçam a abordagem moderna: acupuntura, liberação miofascial, Pilates clínico, mindfulness e fitoterapia ajudam a regular o eixo neuroendócrino e a reduzir o estado permanente de alerta do organismo. A ciência confirma que corpo, mente e emoções participam conjuntamente da experiência da dor — e precisam ser tratados em conjunto.
A medicina do futuro, já presente nos centros especializados, une tecnologia, neurociência e cuidado humano para restaurar o equilíbrio do sistema nervoso e devolver ao paciente aquilo que a dor crônica tirou: autonomia, bem-estar e qualidade de vida. Porque viver com dor não é destino — e o alívio é possível quando se olha além dos remédios e compreende a dor em sua profundidade.

Dr. Luiz Severo – Neurocirurgião
Doutor em Neurocirurgia, é professor, escritor e palestrante, além de coordenador do Centro Paraibano de Dor (CEPDOR) e do Centro de Neuromodulação Neuroequilibrium. Reconhecido em Campina Grande e Recife por sua atuação em neurocirurgia funcional, dor e inovação em medicina neurológica, dedica-se a oferecer tratamentos avançados e de alta precisão.
Contatos:
@drluizsevero.neurocirurgia.dor | www.drluizsevero.com.br
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