Estudos indicam que mais da metade das pessoas não tem alívio adequado no pós-operatório; variações no DNA ajudam a entender falhas no controle da dor e abrem caminho para tratamentos mais individualizados.
Mesmo seguindo corretamente a prescrição médica, muitos pacientes continuam convivendo com dor após procedimentos cirúrgicos. Estudos indicam que mais de 50% das pessoas não alcançam controle adequado da dor no pós-operatório e que entre 30% e 60% não respondem satisfatoriamente ao primeiro medicamento prescrito para dor crônica. Um dos fatores por trás desse cenário, está na genética, que indica que variações no DNA podem influenciar de forma significativa como cada organismo metaboliza e responde a analgésicos.
Pesquisas internacionais apontam que 99,5% da população possui ao menos uma variação genética capaz de alterar a resposta aos medicamentos. Ainda assim, a prescrição costuma se basear principalmente em critérios como idade, peso e histórico clínico, o que frequentemente leva ao modelo de tentativa e erro. No caso dos opioides, essas variações genéticas podem resultar em efeito analgésico insuficiente, necessidade de doses mais elevadas ou no surgimento de efeitos adversos relevantes, mesmo dentro das doses consideradas padrão.
Nos últimos anos, estudos clínicos passaram a avaliar o uso de testes genéticos como ferramenta de apoio à prescrição no manejo da dor. Os resultados apontam que pacientes acompanhados com base em informações genéticas apresentam redução significativa da intensidade da dor, menor necessidade de escalonamento de doses de opioides e menos efeitos adversos. “O conhecimento do perfil genético permite uma prescrição mais assertiva, com maior previsibilidade de resposta e menor risco ao paciente”, afirma o médico psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, CEO e fundador da GnTech, empresa de genética.
Essa abordagem tem se mostrado especialmente relevante para pacientes em cuidados perioperatórios e pós-operatórios, idosos com dor crônica, pessoas que não respondem às doses terapêuticas usuais ou que apresentam efeitos colaterais importantes, além de pacientes em tratamentos ortopédicos e oncológicos. “A proposta não é substituir a avaliação clínica, mas acrescentar uma camada de informação que auxilie o médico a tomar decisões mais seguras desde o início do tratamento”, reforça o fundador da GnTech.
No Brasil, testes farmacogenéticos voltados ao manejo da dor são desenvolvidos por centros de pesquisa e empresas de biotecnologia com foco em medicina de precisão, abordagem que considera características biológicas individuais antes de definir o tratamento. “Entender como cada paciente responde aos medicamentos contribui para reduzir falhas terapêuticas, complicações e o uso prolongado de opioides, um desafio crescente em saúde pública”, conclui o Dr. Guido.
Serviço – GnTech
Informações e serviços disponíveis pelo site – GnTech
Sobre a GnTech
A GnTech é uma empresa brasileira de biotecnologia, pioneira e referência em farmacogenética aplicada à saúde mental. Com sede em Florianópolis (SC), atua no desenvolvimento de soluções baseadas em Medicina de Precisão, integrando dados genéticos à prática clínica para apoiar decisões médicas mais seguras e individualizadas. Ao longo de sua trajetória, a GnTech já contribuiu para o cuidado de mais de 20 mil pacientes, colaborando com profissionais de saúde, centros de pesquisa e instituições médicas na disseminação do conhecimento científico e na inovação em tratamentos personalizados.
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