O Carnaval é sinônimo de alegria, movimento e longas horas fora de casa. Para mulheres com endometriose, porém, o período pode exigir atenção redobrada. A combinação de noites mal dormidas, consumo de álcool, alimentação desregulada, calor intenso e esforço físico prolongado pode favorecer crises de dor e piora dos sintomas.
Segundo o ginecologista Dr. Igor Chiminacio, especialista em endometriose, o problema não está em aproveitar o Carnaval, mas em ignorar os sinais do próprio corpo. “A endometriose é uma doença inflamatória crônica. Tudo o que aumenta inflamação, retenção de líquido e fadiga pode intensificar a dor pélvica, o inchaço abdominal e o mal-estar geral”, explica.
Excesso de esforço pode agravar sintomas
Blocos lotados, muitas horas em pé e caminhadas longas fazem parte da rotina da folia, mas podem representar um desafio para quem convive com a doença. “É comum que pacientes relatem piora da dor após longos períodos de esforço físico, especialmente associada ao calor e à desidratação”, afirma o médico. A sobrecarga pode gerar crises que se estendem por dias após o Carnaval.
Álcool, alimentação e inflamação
Outro ponto de atenção é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados. “O álcool tem efeito inflamatório e pode piorar dores, além de interferir na qualidade do sono. Já alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio favorecem retenção de líquidos e distensão abdominal, sintomas muito comuns em mulheres com endometriose”, alerta Dr. Igor Chiminacio.
Manter uma alimentação mais equilibrada, com boa ingestão de água, pode fazer diferença significativa durante os dias de festa.
Medicações e rotina não devem ser interrompidas
Durante o Carnaval, muitas mulheres acabam suspendendo medicamentos hormonais ou analgésicos prescritos, seja por esquecimento ou por mudanças na rotina. Para o especialista, esse é um erro frequente. “O tratamento da endometriose precisa ser contínuo. Interromper medicações por conta própria pode desencadear crises importantes”, orienta.
Ele reforça que é fundamental levar os remédios de uso regular, respeitar horários e ter analgésicos prescritos à mão, caso haja necessidade.
Ouvir o corpo também faz parte da folia
Dr. Igor Chiminacio destaca que respeitar limites não significa deixar de aproveitar o Carnaval. “Cada mulher com endometriose tem um grau diferente da doença. Algumas conseguem participar normalmente, outras precisam reduzir o ritmo. O mais importante é não romantizar a dor e entender que descanso também é autocuidado”, afirma.
Carnaval pode ser prazer, não sofrimento
Com planejamento, hidratação, alimentação adequada e respeito aos sinais do corpo, é possível atravessar o Carnaval com menos impacto sobre a saúde. “Endometriose não deve ser invisibilizada em nome da diversão. Curtir a folia é possível, desde que a mulher se coloque em primeiro lugar”, conclui o ginecologista.
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