Médica Nutróloga Dra. Camila Perlin Ramos que une medicina e alimentação destaca quais são os principais efeitos colaterais e riscos associados ao uso contínuo do medicamento.
Emagrecer de forma saudável resulta em diversos benefícios para a saúde, seja ela física ou mental. Além do aumento da autoestima, a pessoa que chega o peso ideal pode reduzir diversos riscos com doenças. Contudo, fica um alerta: segundo estudo da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) em parceria com a organização global de saúde pública Vital Strategies, 56,8% dos brasileiros estão com excesso de peso. Isso mostra que é preciso estar atento ao sobrepeso do próprio corpo e às formas saudáveis para emagrecimento.
O bom é que novos medicamentos surgem no mercado na luta contra a obesidade. O Mounjaro é um deles, e vem sendo amplamente divulgado devido ao seu uso por celebridades, como Oprah Winfrey, Amy Schumer, Wesley Safadão, Jojo Todynho e Whoopi Goldberg.
Outro fato importante é que, se a alimentação desempenha um papel fundamental no processo de emagrecimento, auxiliando inclusive na prevenção de doenças crônicas, o Mounjaro tornou-se um grande aliado ao trabalho nutricional.
Medicamento injetável usado para o tratamento da Ibesidade e Diabetes Tipo 2, o Mounjaro é também benéfico para o emagrecimento de quem tem síndrome metabólica e comorbidades relacionadas. O remédio atua no organismo via dois mecanismos sinérgicos onde são liberados hormônios que o próprio corpo produz (GLP-1 e o GIP). Isso reflete na evolução do metabolismo da glicose, melhorando a resistência insulínica e tendo ação na redução do apetite através de um mecanismo central. “Há ainda a melhora dos tecidos resistentes à insulina e relacionados ao aumento de peso. Portanto, essa se torna uma ação importante do medicamento no tecido gorduroso e muscular, melhorando o metabolismo da glicose. A ação sinérgica das duas substâncias tem um efeito de adição, ajudando na inibição do apetite e na redução significativa de peso.”, revela a médica nutróloga Dra. Camila Perlin Ramos.
O Mounjaro pode ser amplamente indicado às pessoas sem diabetes que precisam emagrecer. É um medicamento que também é utilizado no combate à obesidade. Contudo, não deve ser usado com objetivo apenas estético, até porque se determinada pessoa não tiver os cuidados com acompanhamento médico adequado, o objetivo estético pode não acontecer devido ao risco de redução de massa muscular.
Os efeitos colaterais do Mounjaro são menos pronunciáveis quando comparados a medicamentos parecidos, como Wegovy, porém, podem existir. Um exemplo é a alteração do trato gastrointestinal, que pode diminuir a velocidade do esvaziamento do estômago, gerando um desconforto digestivo. Há ainda a diminuição do esvaziamento intestinal, gerando a famosa constipação, e até o aumento da velocidade, resultando em diarreias. “É bom ressaltar que esse medicamento não deve ser usado em pacientes com histórico de câncer de tireoide medular e com história prévia de pancreatite aguda.”, alerta a médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde e autora de livros e e-books sobre nutrição e medicina, citando aqui o Fertilidade, além da obra infantojuvenil Naiana.

A perda de peso ocorrida pelo Mounjaro se dá por uma série de fatores e principalmente pela redução do apetite. O paciente que segue em tratamento medicamentoso, ao buscar a mudança no seu estilo de vida de forma significativa, contará com um emagrecimento sustentável após a suspensão. “É sabido que, ao suspender o medicamento, os efeitos em relação ao apetite irão cessar. Porém, os pacientes que aprenderem a se relacionar melhor com a sensação de fome, com a alimentação ingerida e com exercício físico regular, contará com ferramentas para manter esse peso sustentado mesmo após parar a medicação.”, explica a Dra. Camila.
Por isso o acompanhamento médico é muito importante. O processo de perda rápida de peso pode levar à redução da massa muscular e deficiências nutricionais pela baixa ingestão calórica. A avaliação médica em conjunto com um nutrólogo fará com que todos os efeitos colaterais sejam abolidos ou minimizados. Por que isso ocorre? Durante o acompanhamento pode-se incluir uma suplementação proteica, vitamínica, ou mesmo medicamentos que possam reduzir os impactos nutricionais.
“Durante o processo, o paciente que consegue entender bem o funcionamento do remédio e o exercício regular, como o aeróbico no gasto calórico, além das escolhas alimentares, especialmente produzindo as proteínas durante a dieta, serão os pacientes que mais terão sucesso num resultado duradouro, além de conseguir manter a saúde, entendendo que a alimentação irá impactar neste processo. Já aquele paciente que não opta por uma boa escolha alimentar, não terá o melhor resultado, mesmo utilizando o Mounjaro. Ou seja, haverá o risco do reganho de peso após a suspensão da medicação.”, finaliza a Dra. Camila Perlin Ramos. Com ampla formação acadêmica e atuação como professora em pós-graduação médica, é referência na área de Nutrologia. Seu trabalho une ciência, alimentação e medicina, buscando equilíbrio metabólico através de
Contatos: @dracamilaperlinramos
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