A medicina e a odontologia estéticas vivem um momento de expansão sem precedentes — acompanhado de intenso escrutínio ético, regulatório e científico. Em uma sociedade guiada por performance, imagem e capital visual, a estética tornou-se linguagem social, valor simbólico e até estratégia profissional. Esse movimento, porém, expõe uma fronteira cada vez mais delicada: a que separa o aprimoramento seguro da intervenção excessiva.
Para a cirurgiã-dentista e pesquisadora Simone Sattler, uma das principais referências brasileiras em Harmonização Orofacial, compreender essa fronteira exige maturidade, rigor técnico e responsabilidade. Observadora atenta da evolução do setor, Simone alerta que o problema não está nos procedimentos invasivos em si, mas no uso indiscriminado e descontextualizado, muitas vezes impulsionado por narrativas comerciais, e não por critérios clínicos.
A cultura digital e o aumento da pressão estética
Simone aponta dois vetores principais que moldaram o mercado atual. O primeiro é o ambiente digital, que acelerou padrões estéticos e criou uma cultura de viralização de resultados, frequentemente descolada da individualidade facial e das limitações anatômicas. O segundo é a resposta de clínicas e profissionais, que passaram a oferecer procedimentos cada vez mais radicais — cirurgias, ressecções, implantes e intervenções de difícil reversão — como soluções rápidas para queixas complexas.
Segundo ela, o risco surge quando a indicação deixa de ser científica e passa a ser emocional ou comercial. “Muitas pessoas chegam acreditando que somente uma cirurgia resolverá sua queixa, quando o que falta é análise de terços, restauração volumétrica ou reposicionamento vetorial. E tudo isso pode ser feito sem cortes, sem internação e com riscos substancialmente menores”, afirma.
A evidência científica reforça a cautela
Estudos e revisões sistemáticas internacionais reiteram pontos críticos associados a procedimentos invasivos, como:
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maior taxa de complicações;
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necessidade de anestesia geral;
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períodos longos de recuperação;
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irreversibilidade estrutural;
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impacto psicológico decorrente de expectativas irreais.
Essas evidências dialogam diretamente com a rotina clínica de Simone, que recebe pacientes influenciados por pressões estéticas e frequentemente inclinados a buscar soluções drásticas para demandas que poderiam ser atendidas com intervenções minimamente invasivas, guiadas por precisão anatômica.
Da agressão ao refinamento: a transição científica
O avanço dos biomateriais, da ecogenicidade dos preenchedores, da rheologia de HA e CaHa e da compreensão tridimensional dos compartimentos faciais marcou o início da chamada Era da Harmonia Minimamente Invasiva, baseada em previsibilidade, segurança e personalização.
Simone é uma das protagonistas dessa transição. Seu protocolo, o Sattler MedBeauty Seven Protocol (SMSP) — desenvolvido e publicado na revista internacional Advances in Human Biology — tornou-se referência especialmente para pacientes Classe II.
Com o uso de ácido hialurônico de alta densidade e baixa taxa de resíduos, o SMSP permite:
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projetar mento e mandíbula com estabilidade;
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restaurar simetria de forma não cirúrgica;
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otimizar vetores de sustentação;
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obter resultados imediatos e reprodutíveis;
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reduzir significativamente o período de recuperação.
Para a especialista, a ciência já mostrou que o futuro da estética facial está menos na radicalidade e mais na engenharia anatômica baseada em evidências.
Técnica, ciência e ética: o tripé para o futuro
Simone reforça que o debate não é apenas técnico, mas também ético. Para ela, intervenções invasivas realizadas sem indicação precisa, consentimento claro ou avaliação longitudinal representam uma falha sistêmica.
Ela destaca três pilares éticos essenciais:
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Consentimento informado verdadeiro
Mais do que explicar, é necessário educar o paciente para que compreenda riscos, alternativas e limitações — inclusive psicológicas e funcionais. -
Combate ao excesso
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Excesso de ação: quando o profissional intervém além da necessidade.
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Excesso de omissão: quando não esclarece os riscos de escolhas agressivas ou irreversíveis.
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Cultura organizacional baseada em evidências
Simone, empresária e líder de equipes, enfatiza que a gestão clínica deve ser tão ética quanto a técnica. “A cultura de uma clínica define a conduta dos seus profissionais. Se a empresa premia volume e não critérios, se a meta supera o julgamento clínico, a ética deixa de ser estrutura e vira apêndice.”
Para ela, optar pelo minimamente invasivo é, antes de tudo, adotar o princípio da proporcionalidade clínica: tratar o necessário com o menor risco possível.
Minimamente invasivo não é minimamente responsável
“Minimamente invasivo exige mais estudo, mais anatomia, mais domínio de biomateriais. Não é fazer pouco — é fazer melhor”, afirma Simone. Esse pensamento guia sua atuação e seus programas de formação, mentorias, artigos e conferências internacionais.

Uma liderança que integra ciência, estratégia e empreendedorismo
Além de sua relevância técnica, Simone transformou a Harmonização Orofacial em um modelo de negócio de impacto nacional. Como CEO, influenciadora e pioneira em protocolos exclusivos, ela reúne:
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visão empresarial orientada por inovação;
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impacto educacional em centenas de profissionais;
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criação de metodologias proprietárias;
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atuação científica reconhecida;
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posicionamento digital sofisticado.
Sua clínica, uma das maiores e mais respeitadas do país, tornou-se referência em experiência do paciente, tecnologia diagnóstica, protocolos de precisão e atendimento high-ticket.
Perfil profissional da especialista
Simone Sattler é cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das principais referências em Harmonização Orofacial no Brasil. Pesquisadora, docente e palestrante, atua em cursos nacionais e internacionais e integra organizações científicas como AORJ, ABEHOF, SBTI e o Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRORJ), onde presidiu a Comissão de Harmonização Orofacial.
Empresária e líder de uma das clínicas de estética facial mais influentes do país, é idealizadora do Sattler MedBeauty Seven Protocol (SMSP), técnica documentada em publicação científica internacional e aplicada à correção estética e funcional do terço inferior da face, especialmente em pacientes Classe II.
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