A família do cantor MC Marcinho utilizou as redes sociais do artista para se manifestar após as recentes declarações de Tati Quebra Barraco sobre direitos autorais no funk. Em comunicado publicado nos perfis oficiais do funkeiro, os herdeiros afirmaram que o cantor, que morreu em 2023, aos 45 anos, após sofrer insuficiência cardíaca seguida de disfunção de múltiplos órgãos, também enfrentou uma situação semelhante durante sua trajetória.
Segundo a nota divulgada, MC Marcinho não conseguiu realizar um projeto especial que celebraria suas três décadas de carreira. De acordo com a família, o artista não teve autorização para regravar as próprias músicas, o que acabou inviabilizando a gravação do DVD comemorativo de 30 anos de carreira.
O comunicado também afirma que propostas publicitárias teriam sido recusadas e que os direitos do cantor teriam sido negligenciados por empresas que atuaram no cenário do funk nas décadas de 1990 e 2000.
“Nosso pai passou pela mesma situação. Infelizmente morreu sem poder gravar o seu DVD de 30 anos de história no funk porque não podia regravar suas próprias músicas”, diz um trecho da publicação. “Seguimos aqui na luta para buscar prestação de contas e defender os direitos do nosso pai.”
A família reforçou ainda que continuará buscando esclarecimentos e medidas legais para garantir o reconhecimento dos direitos autorais do artista, um dos nomes marcantes do chamado funk melody.

Entenda o caso envolvendo Tati Quebra Barraco
No último fim de semana, Tati Quebra Barraco recorreu às redes sociais para expor um conflito envolvendo os direitos autorais de algumas de suas músicas. A cantora afirmou que não recebe valores relacionados ao sucesso “Barraco II”, lançado em 2000, enquanto o produtor DJ Marlboro continuaria sendo remunerado pela faixa.
“A música Barraco II é da minha autoria, sendo que eu não recebo até hoje. São dois DJs que recebem esse dinheiro. Um é o Dennis DJ. Beleza, já passou. Não recebo, vou correr atrás dos meus direitos. Bota na boca, bota na cara também é de minha autoria. Hoje eu ganhei os créditos da música São Paulo, que tem vários DJs envolvidos”, afirmou.
A artista também declarou que se sente injustiçada pela situação e que pretende buscar reconhecimento pelos seus direitos. “Eu venho sendo massacrada desde sempre, até porque eu era ingênua. Fui notificada pelo DJ Marlboro, porque ele tinha editado a minha música há uns cinco anos, uma música que tem 22 anos. É massacre atrás de massacre. É muita injustiça. Já estou sufocada. Não é de hoje que venho sendo apunhalada”, disse.
Após a repercussão das declarações, Dennis DJ também se manifestou publicamente e afirmou que já tentou ajudar a resolver o impasse envolvendo os direitos da cantora.
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