A história do grupo Fat Family é marcada por talento, reconhecimento nacional e perdas que impactaram profundamente fãs e familiares. Entre os momentos mais delicados está a morte de Sidney Cipriano, um dos fundadores e ex-vocalistas da banda, que faleceu em fevereiro de 2011, em Sorocaba. O cantor estava internado desde janeiro daquele ano após sofrer um AVC e não resistiu após uma parada cardiorrespiratória.
O que aconteceu com Sidney Cipriano?
Formado por oito irmãos, o Fat Family conquistou o país nos anos 1990 ao incorporar influências do soul e do R&B ao cenário musical brasileiro. Hits como Jeito Sexy ajudaram a consolidar o grupo em rádios, programas de auditório e grandes eventos da televisão.
Após deixar a formação original no início dos anos 2000, Sidney Cipriano passou a seguir novos caminhos artísticos, dedicando-se à música gospel. Sua morte, em 2011, representou um duro golpe para a família e para os admiradores da banda.
Anos depois, outra despedida abalaria a trajetória do grupo. Em 2019, Deise Cipriano, uma das vozes mais marcantes do conjunto, morreu aos 39 anos após enfrentar um câncer. Internada no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, a artista recebeu inúmeras demonstrações de carinho de fãs, amigos e familiares durante o tratamento.
Fundadora do grupo ao lado dos irmãos, Deise deixou uma contribuição importante para a música brasileira, sendo lembrada pela potência vocal e pelo carisma que ajudaram a transformar o Fat Family em um fenômeno nacional.
Apoiada pela família até os últimos momentos, a cantora emocionou o público com relatos de união familiar. Entre eles, uma declaração da filha, Talita Cipriano, ganhou repercussão nas redes sociais: “Mãe, você não está sozinha. A família Cipriano está aqui te apoiando! Estou com você, meu amor. Pra sempre, te amo”.
Mesmo diante das perdas, o legado do grupo permanece vivo por meio de sucessos como Eu Não Vou e Gulosa, além da forte influência exercida no soul e no R&B nacional.

O Fat Family nasceu em Sorocaba, no interior paulista, e explodiu no final da década de 1990 como um dos maiores fenômenos vocais da música brasileira. Formado originalmente por oito irmãos negros e periféricos, o grupo trouxe ao pop nacional uma sonoridade marcada pela fusão de R&B, soul music e harmonizações inspiradas no gospel norte-americano.
O primeiro álbum, lançado em 1998, impulsionou o enorme sucesso da banda, especialmente com “Jeito Sexy”, versão em português de Shy Guy, da cantora Diana King. A faixa dominou rádios e programas de TV, ficando eternizada pela performance vocal e pela famosa “dança do pescocinho”, que virou febre entre o público.
Outros sucessos, como “Fim de Tarde” e “Fat Festa”, consolidaram a identidade alegre e contagiante do grupo, conhecido por equilibrar músicas dançantes e baladas românticas.
Ao longo de mais de duas décadas, o Fat Family enfrentou transformações e perdas dolorosas, incluindo as mortes de Sidney e Deise, mas mostrou resiliência ao retomar os palcos em uma turnê comemorativa pelos 25 anos de carreira. Atualmente, o grupo segue ativo como trio formado pelas irmãs Simone, Suzete e Kátia Cipriano, contando ainda com participações especiais de Talita Cipriano, filha de Deise, mantendo vivo um dos legados mais importantes da música negra brasileira.
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