Por: Julia Reyes
Em um cenário global marcado por crises climáticas, conflitos geopolíticos, pandemias e rupturas logísticas inesperadas, a gestão de risco deixou de ser um tema técnico restrito a grandes corporações e passou a ocupar posição central na estratégia das empresas. A capacidade de antecipar problemas, reduzir impactos e garantir a continuidade das operações tornou-se um diferencial competitivo essencial nas cadeias de suprimentos modernas.
Nesse contexto, ganha destaque o trabalho de Diogo Nakata Casagrande, consultor de Gestão de Cadeia de Suprimentos, especialista em Logística e Supply Chain Management, com mais de 14 anos de experiência em operações internacionais nos setores de energia e petroquímica. Atuando em uma das maiores empresas do mundo no setor de petróleo e Gás, Diogo lidera projetos estratégicos voltados à gestão de riscos logísticos, otimização de estoques, logística intercontinental e continuidade operacional.
Para ele, o risco não deve ser tratado apenas como uma ameaça, mas como um elemento que pode ser gerenciado com método, dados e preparo humano. “A gestão de risco começa muito antes da crise aparecer. Ela está na leitura constante do cenário global e na preparação das equipes para agir com rapidez e precisão”, afirma Diogo.
Um dos pilares do seu trabalho é a mentoria e capacitação de novos analistas e advisors, formando multiplicadores internos capazes de identificar vulnerabilidades e propor soluções práticas. “Não adianta concentrar o conhecimento em poucas pessoas. O risco precisa ser compreendido por toda a cadeia, do planejamento à execução”, destaca.
Essa formação envolve desde a avaliação de riscos críticos até a criação de uma cultura organizacional proativa, baseada no conceito de Supply Chain Risk Management, o SCRM. Segundo Diogo, “quando a equipe aprende a enxergar riscos de forma estruturada, a empresa deixa de reagir no susto e passa a agir com estratégia”.
Na prática, sua atuação inclui avaliações críticas de risco em escala global, mapeando impactos de crises geopolíticas, eventos climáticos extremos e falhas logísticas ocultas. No transporte internacional, aplica técnicas avançadas como roteirização estratégica, uso de telemetria, monitoramento de desempenho e averbação de cargas. “Cada decisão logística precisa considerar segurança, custo e continuidade operacional ao mesmo tempo”, explica.
Outro ponto central do trabalho é a auditoria e a conformidade dos processos logísticos, envolvendo todos os atores da cadeia internacional. “Auditar riscos não é procurar culpados, é garantir que todos estejam preparados para o pior cenário possível”, ressalta.
Com sólida formação acadêmica, Diogo é MBA em Data Science e Analytics pela USP, além de bacharel em Turismo pela PUC-PR. Também acumula certificações e programas internacionais em instituições como University of North Carolina, Penn State University e Franklin Covey Institute. Essa combinação entre visão estratégica e uso intensivo de dados sustenta a aplicação de metodologias reconhecidas, como o framework COSO, e o uso de tecnologias da chamada Logística 4.0.
“A tecnologia só gera valor quando transforma dados em decisões rápidas e bem fundamentadas”, afirma Diogo. Para ele, estudos de caso reais e simulações de cenários complexos são fundamentais na preparação das equipes para situações inesperadas.
Ao estruturar operações mais seguras e resilientes, o trabalho de Diogo Nakata Casagrande mostra que a gestão de risco logístico não é apenas uma resposta às crises do presente, mas uma ferramenta estratégica para garantir o futuro das cadeias globais de suprimentos.
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