O Navio Tempo Rei, cruzeiro temático dedicado a celebrar a trajetória de Gilberto Gil, viveu uma noite de emoções intensas nesta terça-feira (2). O artista baiano realizou o primeiro de seus dois shows a bordo do MSC Preziosa, após a embarcação deixar o porto de Santos na segunda-feira (1º) e atracar no Rio de Janeiro no dia seguinte.
A apresentação estava prevista para começar às 18h, com o navio já ancorado no Porto Maravilha, mas uma tempestade repentina mudou os planos. A chuva forte que atingiu a região alagou parte do palco e adiou o início do espetáculo em quase duas horas. Quando Gilberto Gil finalmente subiu ao palco, o céu já estava completamente escuro, eliminando a vista privilegiada que o público teria para o mar e para a orla carioca.
Durante o período de atraso, dezenas de funcionários da embarcação trabalharam incessantemente para secar o chão com rodos, enquanto o mestre de cerimônias tentava manter o público entretido. Com cerca de 4 mil passageiros a bordo, o navio viveu momentos que lembravam grandes resorts, com dançarinos, coreografias sincronizadas e DJ — uma tentativa de animação que não conquistou totalmente a plateia, composta majoritariamente por fãs mais velhos e de alto poder aquisitivo. A cabine mais econômica, por exemplo, custou em torno de R$ 9 mil para duas pessoas, sem incluir alimentação e bebidas.
Com 18 andares, o MSC Preziosa abriga piscinas com toboáguas, restaurantes, bares, teatro, cassino, academia, cinema, além do palco principal localizado no topo da embarcação — cenário escolhido para receber a programação musical do cruzeiro.
Repertório repleto de clássicos
O público vibrou ao som de músicas que marcaram a carreira de Gilberto Gil, como “Eu Só Quero um Xodó”, feita por Dominguinhos especialmente para ele, e uma sequência de sucessos: “Domingo no Parque”, “Back in Bahia”, “Refavela”, “Não Chores Mais”, “Vamos Fugir”, “A Novidade”, “Realce”, “Drão”, “Esotérico”, “Expresso 2222”, “Andar com Fé”, “Emoriô”, “Toda Menina Baiana” e “Aquele Abraço”.
Algumas faixas ficaram de fora, como “Extra”, “Punk da Periferia”, “Rock do Segurança” e “Se Eu Quiser Falar com Deus”, mas todas podem integrar o repertório do segundo show na quarta-feira.

O momento politicamente mais forte da noite veio com o tradicional coro de “sem anistia” antes de “Cálice”, música composta com Chico Buarque durante a ditadura militar e censurada à época. Como tem acontecido na turnê de despedida, o número foi precedido por uma mensagem gravada em vídeo por Chico, arrancando aplausos emocionados.
O show mais intimista da turnê
O ápice da catarse coletiva surgiu com “Toda Menina Baiana”, que fez a plateia inteira saltar — movimento que, no caso de um navio, chega a mexer levemente as estruturas da embarcação.
Visivelmente à vontade, Gilberto Gil conversou com o público e apresentou cada músico com carinho. A atmosfera menor e a proximidade física proporcionaram ao artista a chance rara de enxergar os rostos e expressões de fãs que, embora menos efusivos do que em grandes estádios, estavam atentos a cada acorde.
No palco do Navio Tempo Rei, Gil transformou um show adiado pela chuva em uma apresentação intimista, calorosa e marcante — uma experiência única dentro de sua turnê grandiosa e histórica.
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