Por: Sarah Ramires Cortez
Em um mercado cada vez mais competitivo, crescer deixou de ser apenas uma questão de ter um bom produto ou serviço. O verdadeiro diferencial entre empresas que escalam e aquelas que acabam estagnando está na forma como elas estruturam sua entrada no mercado e sustentam o crescimento ao longo do tempo. O conceito de go-to-market, antes restrito a grandes corporações, tornou-se essencial para negócios de todos os portes.
Go-to-market vai muito além de lançar um produto. Trata-se de definir com clareza quem é o cliente ideal, como a empresa se posiciona, quais canais utiliza, como precifica suas soluções e como organiza sua operação comercial. Empresas que ignoram essa etapa costumam crescer de forma desordenada, com altos custos e baixa previsibilidade.
“Um go-to-market bem estruturado conecta estratégia, vendas, marketing e operação. Quando isso não acontece, o crescimento se torna frágil e difícil de sustentar”, afirma Neilson Flores, executivo com ampla experiência em projetos de expansão e desenvolvimento de mercados.
A escalabilidade entra justamente nesse ponto. Crescer sem estrutura pode até gerar resultados no curto prazo, mas tende a criar gargalos rapidamente. Processos pouco claros, dependência excessiva de pessoas-chave e falta de indicadores são alguns dos sintomas mais comuns. Empresas que se preparam para escalar, por outro lado, investem desde cedo em métodos, governança e alinhamento entre áreas.
Outro fator determinante é a capacidade de adaptação. Um modelo de go-to-market eficiente não é estático. Ele precisa ser constantemente revisado conforme o mercado evolui, novos concorrentes surgem e o comportamento do consumidor muda. “Escalar não significa repetir o mesmo modelo indefinidamente, mas aprender rápido, ajustar e evoluir”, destaca Neilson Flores.
Parcerias estratégicas também têm papel relevante nesse processo. Ao invés de tentar fazer tudo internamente, empresas que crescem de forma consistente costumam construir ecossistemas, utilizando aliados para acelerar a entrada em novos mercados, ampliar portfólio ou aumentar capilaridade. Essa abordagem reduz riscos e otimiza investimentos.
Além disso, a liderança exerce influência direta na capacidade de escalar. Negócios que dependem exclusivamente do fundador para decisões estratégicas encontram limites claros para o crescimento. Estruturar times, delegar responsabilidades e criar uma cultura orientada a resultados são passos essenciais para sair da estagnação.
“O grande erro de muitas empresas é confundir crescimento com volume. Escalabilidade está ligada à eficiência, previsibilidade e capacidade de gerar valor de forma contínua”, reforça Neilson Flores.
No cenário atual, em que margens estão mais apertadas e o custo de aquisição de clientes é cada vez maior, o go-to-market deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Empresas que entendem isso conseguem crescer com mais consistência, enquanto aquelas que ignoram essa etapa acabam presas a ciclos de estagnação.
No fim, a diferença entre crescer e parar não está apenas na ambição, mas na forma como o crescimento é planejado, executado e sustentado ao longo do tempo.
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