A cantora Zizi Possi compartilhou com o Brasil que viveu uma verdadeira “quarentena” por dez anos em razão de fortes dores na coluna, consequência de uma cirurgia malsucedida em 2010. Durante esse período, precisou se submeter a mais duas cirurgias, conviver com limitações físicas severas e viver à base de morfina para conseguir seguir sua rotina.
“Minha vida era morfina, cama e trabalho. A música era o que me dava forças. Muitas vezes eu subia ao palco de cadeira de rodas e voltava para casa para retomar a rotina de dor e medicamentos”, relembrou a artista em entrevista à revista Veja.
Somente em 2020, com uma cirurgia mais complexa e arriscada, Zizi conseguiu se libertar da maior parte dessas dores. No entanto, especialista aponta que, com o avanço da medicina, hoje a cantora teria outras possibilidades antes de chegar a uma intervenção tão invasiva.
Medicina regenerativa: novas técnicas para o alívio da dor crônica
O neurocirurgião Dr. Guilherme Rossoni, especialista em dor crônica e doenças da coluna, explica que atualmente a medicina conta com terapias minimamente invasivas e regenerativas capazes de reduzir drasticamente a dor e evitar anos de sofrimento.

“Apesar de chamarmos de protocolo de dor crônica, o tratamento é sempre individualizado. Ele é baseado em exames clínicos, de imagem e em uma análise personalizada de cada paciente. A partir disso, adotamos uma combinação de técnicas modernas, como terapias injetivas com ácido hialurônico, plasma rico em plaquetas, terapias celulares, além de ondas de choque, radiofrequência transcutânea e campo elétrico magnético. São recursos que atuam no controle da inflamação, na regeneração dos tecidos e, principalmente, no alívio seguro e eficaz da dor”, explica o médico.
Segundo o especialista, a maior parte desses procedimentos é realizada em consultório, com anestesia local e acompanhamento médico, permitindo que o paciente retorne para casa poucas horas depois. O resultado é a redução significativa da dor, possibilitando reabilitação física, fortalecimento muscular e retomada da qualidade de vida.
O que poderia ter mudado para Zizi Possi
Dr. Guilherme Rossoni reforça que os últimos anos trouxeram avanços importantes que poderiam ter feito a diferença no caso da cantora.
“Hoje temos recursos minimamente invasivos, com alto nível de evidência científica e segurança. Se essas terapias estivessem amplamente disponíveis à época, é possível que a cantora Zizi Possi não tivesse precisado conviver por tanto tempo com a dor crônica nem se submeter a tantas cirurgias complexas. Ela poderia ter encontrado alívio muito antes e retomado sua rotina com mais qualidade de vida”, ressalta o neurocirurgião.

A medicina regenerativa vem transformando o tratamento de dores crônicas como artrose, hérnia de disco, tendinites e problemas articulares. Casos como o de Zizi Possi mostram a importância de difundir essas alternativas que já estão acessíveis em clínicas especializadas, permitindo que pacientes encontrem alívio duradouro sem a necessidade de intervenções invasivas precoces.
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