Com metodologia prática e foco em decisões técnicas, evento em Alphaville reuniu empresários e especialistas para traçar o mapa da sobrevivência e do crescimento estruturado em um ano marcado por reformas e alta complexidade econômica.
O auditório em Alphaville foi palco, nesta segunda-feira (26), de um encontro decisivo para empresários que buscam sair do improviso e enfrentar com estratégia os desafios de 2026. A imersão Novo Jogo Empresarial reuniu cerca de 50 líderes corporativos em uma jornada intensa de 12 horas, unindo atualização técnica, diagnóstico de gestão e consultoria prática voltada à realidade do mercado.
Com uma proposta clara — abandonar discursos genéricos e encarar os gargalos reais que afetam lucro, caixa e sustentabilidade dos negócios —, o evento partiu da premissa de que o próximo ciclo econômico não admite amadorismo. O novo sistema tributário, a pressão sobre a liquidez e o crédito mais restritivo foram tratados como fatores centrais para a tomada de decisão empresarial.
A condução ficou a cargo de quatro especialistas com atuação direta em cenários de alta complexidade: Maynara Fogaça, tributarista e referência nacional em gestão tributária; Patricia Maia, especialista em estruturação financeira e acesso a capital; Marcos Pelozato, advogado, contador e conselheiro em reestruturação empresarial; e Fernanda Spanner, especialista em visão internacional e planejamento patrimonial global.
Diagnóstico: o fim da era do improviso
A programação da manhã foi dedicada a painéis estratégicos que desenharam um diagnóstico contundente sobre a realidade empresarial brasileira. Marcos Pelozato abriu os debates com um alerta direto: o empresário não pode terceirizar a alma do seu negócio. Segundo ele, desconhecer o caixa real e a viabilidade financeira da operação fragiliza qualquer plano de crescimento e amplia riscos em momentos de instabilidade econômica.
Na sequência, Patricia Maia trouxe luz ao cenário de endividamento e ao uso estratégico de recebíveis. Para a especialista, entender instrumentos financeiros deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser condição básica de sobrevivência. “O mercado de crédito será mais seletivo. Liquidez exige estrutura, inteligência e assessoria qualificada”, destacou.
Ao abordar a reforma tributária, Maynara Fogaça foi enfática ao afirmar que a atualização fiscal se tornou urgente. Segundo ela, ignorar as novas dinâmicas tributárias pode levar empresas a perdas irreversíveis. “Este não é um ano para amadores. Quem não entender o impacto das novas operações fiscais ficará pelo caminho”, afirmou.
Fechando o ciclo da manhã, Fernanda Spanner reforçou que planejamento patrimonial e visão global deixaram de ser diferenciais estratégicos para se tornarem requisitos mínimos de sobrevivência. Para ela, decisões tomadas sem método, em um ambiente regulatório cada vez mais complexo, colocam em risco não apenas o resultado imediato, mas todo o patrimônio construído ao longo dos anos.

Hot Seat leva a prática para o centro do debate
No período da tarde, o evento avançou para uma abordagem prática com a dinâmica do Hot Seat. Os empresários foram divididos em quatro grupos, enquanto os especialistas circularam entre as mesas para ouvir dores reais, analisar cenários concretos e apontar caminhos possíveis. A troca direta permitiu aprofundar discussões sobre gestão, finanças, tributação e estrutura empresarial a partir de situações vividas pelos próprios participantes.
O impacto foi imediato. Para o consultor Leandro Campos, o conteúdo apresentado elevou o nível da sua atuação profissional. “Vou levar um atendimento totalmente diferenciado para os meus clientes, com novas realidades que antes eu não dominava”, afirmou. Já o empresário Welliton Queiroz destacou a mudança de mentalidade: “A expectativa é aplicar tudo o que aprendemos de forma construtiva, deixando de vez o amadorismo. Tem sido impactante”.
A empresária Sandra Aparecida ressaltou a segurança adquirida com o conhecimento técnico. “O que me trouxe aqui foi o desejo de crescer da maneira correta, com base em informação e estrutura”, concluiu.
Ao final da imersão, a percepção foi unânime: a partir de 2026, decisões empresariais exigirão leitura técnica, planejamento estruturado e menos improviso. A proposta do Novo Jogo Empresarial foi justamente provocar essa virada de chave, conectando estratégia, proteção de caixa e crescimento sustentável em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.
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