No início de 2026, o Janeiro Branco reafirma sua missão de colocar a saúde mental no centro das atenções da sociedade, com o novo tema “PAZ · EQUILÍBRIO · SAÚDE MENTAL”, que destaca a necessidade urgente de desacelerar e fortalecer o bem-estar emocional como prioridade coletiva. O movimento, criado em 2014 e agora também respaldado pela Lei nº 14.556/2023, busca reduzir o estigma em torno de transtornos como ansiedade, depressão e sofrimento psíquico, incentivando o diálogo, a prevenção e o acesso a cuidados especializados ao longo do mês de janeiro e além. No Brasil, dados da Organização Mundial da Saúde indicam que transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão, têm crescido, reforçando a importância de políticas públicas e ações comunitárias para o cuidado da saúde emocional.
Embora muitas vezes tratada separadamente, a saúde mental está intrinsecamente ligada à saúde da mulher em diferentes fases de sua vida, incluindo a menopausa, período biológico que marca o fim da fase reprodutiva, caracterizado pela ausência da menstruação por 12 meses consecutivos e por profundas alterações hormonais. Essa fase costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e pode trazer uma série de transformações físicas e emocionais que impactam diretamente o bem-estar geral.
Para a ginecologista Dra. Giovana Brunet, formada há 24 anos, com título de especialista pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e pela Associação Médica Brasileira, e com formação em saúde integral da mulher e menopausa pela Harvard Medical School, na prática clínica, muitos sintomas acabam sendo tratados exclusivamente com medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, além de remédios para dormir, quando, na verdade, a origem do problema pode estar no desequilíbrio hormonal ou em carências nutricionais importantes. Nesses casos, trata-se o sintoma, mas não a causa. A modulação adequada dos hormônios, associada à correção de deficiências de vitaminas e ao uso criterioso de suplementos, pode levar à melhora significativa e até ao desaparecimento dos sintomas emocionais, sem a necessidade de medicalização excessiva.
Segundo a Dra., a conexão entre Janeiro Branco e a menopausa é um chamado para um cuidado verdadeiramente integral com as mulheres. “Janeiro Branco nos convida a olhar para a saúde mental de forma ampla, e isso inclui compreender as transições hormonais que, especialmente na perimenopausa e na menopausa, podem intensificar sintomas emocionais”, explica Dra. Brunet, que também é especialista em oncologia pélvica e ginecologia regenerativa e membro da Hormones Mentoring.
A médica afirma que muitas mulheres ainda desconhecem os impactos emocionais dessa fase ou ignoram sinais que podem indicar sofrimento psicológico persistente. “É fundamental integrar avaliação clínica detalhada, análise hormonal e nutricional, suporte emocional e, quando indicado, terapias personalizadas que abordem o corpo e a mente de forma conjunta”, reforça. A Dra. acrescenta que abordagens que incluem educação em saúde, terapia hormonal individualizada, ajustes nutricionais e suporte psicossocial podem promover uma transição mais equilibrada, devolvendo qualidade de vida e bem-estar às mulheres.
Ao aliar a reflexão proposta pelo Janeiro Branco com uma abordagem consciente e integrativa da menopausa, torna-se possível promover não apenas a prevenção de transtornos mentais, mas também uma visão mais humana, acolhedora e completa da saúde da mulher em todas as fases da vida.
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