Durante muitos anos, principalmente entre pequenos e médios empresários, o serviço jurídico foi visto como algo necessário apenas quando o problema já estava instalado. Multas, processos trabalhistas, disputas contratuais ou conflitos societários costumam ser os principais motivos que levam uma empresa a procurar um advogado. No entanto, essa lógica começa a ser questionada, já que agir apenas no momento da crise costuma sair mais caro e trazer mais riscos ao negócio.
Especialistas defendem uma mudança de mentalidade: o jurídico precisa ser encarado como parte da estratégia da empresa e não apenas como um socorro emergencial. O chamado jurídico preventivo atua na análise de contratos, adequação à legislação, organização societária e tomada de decisões mais seguras, evitando problemas que poderiam comprometer o crescimento do negócio.

Para o advogado Yuri Simões, o erro mais comum é acreditar que contratar um advogado preventivamente é um custo extra. “Muitos empresários só nos procuram quando já receberam uma notificação ou estão sendo processados. O que poucos percebem é que a prevenção custa muito menos do que corrigir um erro depois. Um contrato bem feito ou uma orientação no momento certo pode evitar prejuízos enormes”, explica.

Essa cultura reativa ainda é muito presente no mercado, especialmente fora das grandes corporações, que já contam com departamentos jurídicos estruturados. Segundo o advogado Felipe Campanelli, a mudança começa quando o empresário entende que o jurídico também é uma ferramenta de gestão. “O advogado não está ali só para resolver conflitos, mas para ajudar o empresário a tomar decisões com segurança. Quando o jurídico participa do dia a dia da empresa, ele antecipa riscos, orienta negociações e contribui diretamente para a saúde financeira do negócio”, afirma.
Na prática, o jurídico preventivo pode atuar em diversas frentes, desde a revisão de contratos com fornecedores e clientes até a orientação sobre contratação de funcionários, regimes tributários e estrutura societária. Tudo isso reduz a chance de surpresas desagradáveis no futuro.

O advogado André Croce reforça que a prevenção também traz mais tranquilidade ao empresário. “Quando o empreendedor sabe que sua empresa está juridicamente organizada, ele consegue focar no crescimento, na inovação e nas oportunidades do mercado. O jurídico deixa de ser um problema e passa a ser um aliado estratégico”, destaca.
A tendência é que, aos poucos, mais empresários percebam que esperar o incêndio acontecer não é a melhor escolha. Investir em orientação jurídica contínua, além de reduzir custos a longo prazo, fortalece a empresa, aumenta sua credibilidade no mercado e cria bases mais sólidas para o futuro.
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