Entre teatro, cinema, televisão e redes sociais, Luís Augusto Brito constrói uma carreira consistente e aposta em personagens que dialogam com sua origem e versatilidade artística
Luís Augusto Brito aprendeu cedo que o caminho até as telas não seria linear. Nascido no interior da Paraíba, ele cresceu longe dos grandes centros culturais do país, mas encontrou na arte um meio de expressão e, mais tarde, uma possibilidade real de carreira. O que começou como interesse pelo teatro se transformou em um percurso que hoje atravessa palco, cinema, televisão e redes sociais.
Antes de ganhar projeção nacional, Luís se dedicou à formação artística e à criação de projetos próprios. Fundou uma companhia de teatro, viveu a rotina de ensaios, montagens e apresentações e construiu, aos poucos, a base de um ator interessado em aprofundar seu repertório. Essa vivência foi determinante para o amadurecimento artístico que mais tarde se refletiria em seus trabalhos audiovisuais.
As redes sociais surgiram como extensão desse processo. Mais do que uma vitrine, tornaram-se um espaço de experimentação e diálogo com o público. O humor, a observação do cotidiano e o carisma ajudaram a ampliar seu alcance, mas nunca substituíram o foco principal: a atuação. Para Luís, a visibilidade digital sempre foi um meio, não um fim.
Com o tempo, vieram os convites para projetos maiores. Participações na televisão, papéis no cinema e experiências como apresentador ampliaram sua presença no cenário nacional. Em produções como o curta-metragem Ciclos e trabalhos exibidos em rede aberta, o ator passou a mostrar uma faceta mais dramática e madura, distante dos rótulos comuns a quem surge pelas redes.
Hoje, Luís Augusto Brito vive um momento de consolidação. Seu trabalho carrega referências claras de suas origens nordestinas, mas dialoga com narrativas universais. Ele representa uma geração de atores que transitam entre diferentes plataformas sem perder identidade, apostando em uma carreira construída com consistência, preparo e escolhas conscientes.
Ping-pong com Luís Augusto Brito
Quando você percebeu que a atuação poderia ser mais do que um sonho distante?
Foi quando entendi que, mesmo vindo de um lugar pequeno, eu poderia criar meus próprios caminhos. O teatro me mostrou isso. Cada espetáculo, cada ensaio, reforçava que a arte podia ser uma profissão real, desde que eu estivesse disposto a me dedicar de verdade.
O que o teatro te ensinou que você carrega até hoje?
Disciplina e escuta. O teatro te obriga a estar presente, a respeitar o tempo do outro e a entender o coletivo. Isso moldou muito a forma como eu trabalho em qualquer projeto.
As redes sociais abriram portas para você?
Sem dúvida. Elas ampliaram meu alcance e me colocaram em contato com pessoas que talvez nunca me vissem em um palco. Mas sempre encarei as redes como complemento, não como substituto da atuação.
Qual trabalho marcou uma virada na sua carreira?
O curta-metragem Ciclos foi muito importante para mim. Foi um personagem que exigiu profundidade emocional e me fez sair da zona de conforto. Senti que ali dei um passo diferente como ator.
Como você lida com o fato de transitar entre humor e drama?
Eu vejo os dois como partes do mesmo processo. O humor tem verdade, o drama também. O segredo é entender o que a história pede e se entregar a isso.
De que forma suas origens influenciam seu trabalho?
Elas estão em tudo. Na minha forma de falar, de observar as pessoas, de construir personagens. O Nordeste faz parte de quem eu sou e do artista que estou construindo.
Quais são seus próximos objetivos na carreira?
Continuar atuando, explorando personagens mais complexos e participando de projetos que me desafiem. Quero crescer com consistência, sem pressa, mas com propósito.
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