O médico gastroenterologista brasileiro Mauro Lúcio Jácome apresentará um estudo com resultados inéditos durante a Digestive Disease Week, em Chicago, nos Estados Unidos, entre os dias 2 e 5 de maio. A pesquisa introduz uma estratégia inovadora para o uso do balão intragástrico ajustável no tratamento da obesidade, método que, após acompanhamento clínico de cerca de mil pacientes, demonstrou uma eficácia próxima a 100%.
Natural de Caeté, Minas Gerais, Jácome dedica-se há mais de 20 anos ao estudo e aplicação de balões intragástricos. Seu novo protocolo desafia a prática tradicional, onde o dispositivo é implantado com volumes elevados de líquido (entre 600 ml e 750 ml). Embora o volume alto acelere a perda de peso inicial, ele costuma estar associado a efeitos adversos como intolerância, úlceras e migração do balão.
A proposta do especialista mineiro consiste em iniciar o tratamento com um volume reduzido, em torno de 350 ml, seguido de dois aumentos progressivos ao longo do tempo até atingir o volume final desejado. Essa adaptação gradual permite que o organismo do paciente suporte melhor o dispositivo.

Os resultados que serão levados ao congresso americano, um dos mais relevantes do mundo na área de endoscopia e gastroenterologia, baseiam-se em um estudo observacional retrospectivo. Dos pacientes analisados, a maioria mulheres com média de 40 anos, houve uma redução significativa de peso após 12 meses, com perda média de 18% do peso total e 66,3% do excesso de peso.
Segundo Mauro Jácome, a estratégia demonstrou alta segurança. “Trata-se de um protocolo com boa tolerância por parte dos pacientes e baixa taxa de complicações. Apenas um caso exigiu retirada precoce do dispositivo por intolerância”, explica o médico. Os dados indicam ainda que a idade, o sexo e o IMC inicial não tiveram impacto significativo no sucesso final do tratamento.
Para o especialista, a oportunidade de apresentar o estudo em Chicago representa um marco na carreira e para a medicina nacional. “Estou muito feliz por levar a bandeira do nosso país a mais um púlpito internacional e demonstrar o quanto a medicina do Brasil é séria. Poder tornar isso público é bastante gratificante”, conclui.
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