As mudanças emocionais que atravessam crianças, famílias e adultos nos últimos anos tornaram a busca por equilíbrio psicológico uma necessidade constante. A vida contemporânea exige novas formas de compreender afetos, vínculos e comportamentos. Nesse cenário, profissionais que unem rigor técnico, pesquisa e responsabilidade clínica têm fortalecido a orientação de quem procura cuidado. Entre esses nomes, destaca-se a psicóloga Mirela Borba de Lacerda, cuja atuação articula consultório, sala de aula, pesquisa e produção científica.
Com 33 anos, dez anos de atuação clínica, mestrado pela Unicap, doutorado pela American University Saint Joseph e um PhD em desenvolvimento, a psicóloga atende em consultório particular, leciona em programas de pós-graduação em Recife e revisa artigos científicos. A formação iniciada cedo ampliou sua capacidade de observar as demandas emocionais atuais. “Comecei muito nova e aprendi a integrar estudo, clínica e pesquisa. Cada etapa aprofundou meu olhar para o que as pessoas vivem hoje”, afirma.
No atendimento clínico, integra fundamentos da abordagem analítica e ferramentas da terapia cognitivo-comportamental, oferecendo ao paciente compreensão profunda e recursos práticos de reorganização interna. Para ela, “o paciente avança quando entende o que sente e reconhece caminhos possíveis para lidar com isso. As duas linhas se complementam e ampliam resultados”.
Outro elemento que diferencia sua prática é a utilização de realidade virtual para o enfrentamento de fobias, recurso que permite simular ambientes que não podem ser acessados com frequência. “Nem sempre é possível expor o paciente a um avião, a uma altura ou a um espaço fechado. A realidade virtual cria esse ambiente de forma segura e controlada”, explica.

Sua atuação nas redes reforça essa perspectiva, principalmente no Instagram, onde aborda infância, adolescência, vínculos afetivos e os efeitos do uso de tecnologia. Os conteúdos seguem rigor técnico e dialogam com pesquisas que desenvolve. “Informação qualificada é indispensável. Quando pais compreendem o que observam, conseguem agir com segurança e buscar apoio no momento certo”, comenta.
Essa coerência entre prática, pesquisa e comunicação se evidencia na produção literária da psicóloga, construída ao longo dos últimos anos e voltada para temas que atravessam tecnologia, infância e desenvolvimento emocional. Uma de suas obras é A Oferta de Tecnologias Digitais para Crianças de 12 a 18 Meses – Motivações e Experiências, em que investiga a relação precoce de bebês com dispositivos digitais, analisando motivações parentais, experiências relatadas e possíveis impactos no processo inicial de autonomia. Sobre o livro, a psicóloga observa: “Os primeiros contatos com tecnologia influenciam vínculos e afetos. Esse estudo nasceu da necessidade de compreender como essa exposição interfere no desenvolvimento”.

Outra obra relevante é Brincar e Tecnologia Digital na Primeira Infância, que aprofunda reflexões sobre como o uso contínuo de telas altera o brincar, a criatividade e a integração emocional da criança. A psicóloga articula literatura clínica contemporânea com o contexto digital atual. Para ela, “o brincar é uma linguagem essencial. Quando a tecnologia ocupa esse espaço de maneira constante, precisamos refletir sobre o que se perde e como restabelecer vínculos com o real”.
Também participa de produções acadêmicas coletivas que ampliam o diálogo entre psicologia e sociedade. Em Estudos Atuais em Psicologia e Sociedade – Volume 6, discute como transformações sociais influenciam a vida emocional; e na obra Discussões Interdisciplinares em Ciências Humanas e Sociais – Volume 2, contribui com reflexões que aproximam psicologia, educação e outras áreas das humanidades. Como destaca, “quando diferentes campos se aproximam, surgem novas formas de compreender o sujeito. A interdisciplinaridade amplia a leitura da vida emocional”.

Ao refletir sobre o próprio processo de escrita, a psicóloga descreve as obras como extensão natural da clínica. “Escrever foi um exercício de estudo e escuta. A escrita me obriga a revisitar conceitos, analisar experiências e transformar pesquisa em conhecimento responsável”, conclui.
Para saber mais siga-a nas redes sociais: @dra.mirelaborba.psi
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