Participação feminina se aproxima de metade do público e reforça uso de análise estatística no setor
As mulheres já representam quase metade do público de apostas esportivas no Brasil e estão ajudando a transformar a forma como esse mercado funciona. Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que elas correspondem a 47% dos apostadores do país, evidenciando uma mudança significativa em um setor historicamente associado ao público masculino. A tendência ganha destaque no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e aponta para um novo perfil de usuário mais conectado a dados, tecnologia e análise estratégica.
Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, empresa especializada em softwares SaaS para análise estatística no trade esportivo, afirma que a presença feminina acompanha uma transformação mais ampla no comportamento dos apostadores. “O público feminino costuma pesquisar mais informações antes de apostar. Esse comportamento acaba favorecendo uma abordagem mais estratégica, baseada em estatísticas, histórico das equipes e análise de probabilidades”, explica.
O avanço das apostas esportivas no Brasil ajuda a contextualizar esse movimento. Estimativas do setor indicam que o país já movimentava cerca de R$ 150 bilhões em apostas online em 2023 e deve ultrapassar a marca de R$ 100 bilhões anuais com a consolidação da regulamentação e o crescimento do mercado digital.
Dentro desse cenário, o uso de tecnologia passou a ter papel central nas decisões dos apostadores. Plataformas especializadas utilizam inteligência artificial para processar grandes volumes de dados esportivos, avaliar desempenho de atletas, condições de jogo e variáveis estatísticas que ajudam a estimar probabilidades com maior precisão.
Segundo Ricardo Santos, essa evolução tecnológica tem contribuído para uma mudança cultural no setor. “As apostas estão deixando de ser vistas apenas como entretenimento e passando a incorporar ferramentas de análise cada vez mais sofisticadas. Hoje existem modelos preditivos que ajudam o usuário a entender melhor os cenários antes de tomar uma decisão”, afirma.
A ampliação da participação feminina também influencia a forma como as plataformas estruturam suas interfaces e conteúdos. Empresas do setor têm investido em estatísticas mais acessíveis, dashboards de desempenho e recursos educativos que ajudam novos usuários a compreender conceitos como odds, gestão de risco e análise de probabilidade.
“O mercado percebeu que existe um público interessado em informação e não apenas em palpites. Quando as plataformas oferecem dados claros e ferramentas de análise, os usuários conseguem tomar decisões mais conscientes”, diz o fundador da Fulltrader Sports.

Especialistas observam que essa mudança no perfil do apostador acompanha uma tendência mais ampla de digitalização do entretenimento e do uso de inteligência de dados em diferentes setores da economia. O comportamento mais analítico tende a reduzir decisões impulsivas e ampliar o interesse por conteúdos educativos e estratégias de longo prazo.
Com a consolidação da presença feminina, o mercado de apostas esportivas se distancia da imagem de um ambiente exclusivamente masculino e passa a refletir um público mais diverso, conectado e orientado por informação. Para Ricardo Santos, essa transformação tende a acelerar nos próximos anos. “Quanto mais o mercado se profissionaliza, mais a análise de dados se torna essencial. A diversidade de perfis contribui para um ambiente mais estratégico e menos impulsivo”, conclui.
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