O multiartista Tevito, um dos nomes mais promissores da nova geração da música urbana, lança o aguardado álbum “Não Tinha Nada, Nóis Saiu da Lama”, e consolida sua trajetória como uma das vozes mais autênticas da cultura periférica nacional. O projeto ultrapassa os limites do entretenimento e se afirma como um manifesto social, artístico e cultural, que transforma realidade em arte e resistência em estética.
Diretamente do Jardim Jangadeiro, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, Tevito traduz em som e conceito a jornada de quem veio “da lama” e transformou sobrevivência em força criativa. O título do álbum sintetiza o espírito da obra: um relato de superação coletiva, resposta contundente a um sistema que historicamente negligencia corpos pretos e trajetórias periféricas.
“Esse álbum é sobre mostrar que a gente existe, resiste e cria. É sobre sair de lugares onde ninguém espera nada de você e provar que dá pra ser muito mais, sem perder a essência”, afirma Tevito.
Mais do que uma coletânea de faixas, o projeto é um encontro entre vivência e arte. As composições mergulham em temas como marginalização, autoestima, ancestralidade e pertencimento, mostrando que ascender é um ato político e poético — não ostentação, mas afirmação.
O conceito de “sair da lama” surge aqui **não como slogan, e sim como testemunho real de uma juventude que desafia estatísticas, ressignifica dor e transforma o som da quebrada em discurso de emancipação.
Parcerias e impacto na cena
Os feats escolhidos reforçam o propósito do álbum: dar protagonismo a artistas pretos e periféricos, ampliando a representatividade dentro da cena urbana. Esse diálogo coletivo fortalece uma estética que não busca apenas hits, mas narrativas que inspiram e educam.
Nas plataformas, Tevito já colhe os frutos dessa trajetória. O artista ultrapassa 30 milhões de streams no Spotify, 5 milhões no YouTube e reúne mais de 374 mil ouvintes mensais, consolidando sua presença de forma orgânica e consistente. Seus projetos anteriores seguem a mesma ascensão: o álbum com Boaventura e KayG somou 15 milhões de execuções, o projeto colaborativo GBZ atingiu 30 milhões, e o EP solo “MDT” já ultrapassa 2 milhões de plays.

Outro marco recente é sua participação no Festival Cena 2K25, no Palco Mundo — um dos maiores espaços da música urbana no Brasil, que reafirma seu alcance e relevância nacional.
Além da música: legado e posicionamento
“Não Tinha Nada, Nóis Saiu da Lama” vai além do streaming. O lançamento se desdobra em documentário, visualizers e ações de comunidade, reforçando Tevito como um artista completo e consciente, que entende a arte como ferramenta de transformação social e construção de legado.
“A arte sempre foi o jeito que eu encontrei de dizer o que muita gente vive e não consegue falar. Esse álbum é verdade, é vivência e é legado”, reflete o artista. Com este lançamento, Tevito reafirma seu lugar como voz ativa da periferia contemporânea. Seu trabalho une identidade, propósito e inovação, projetando um futuro onde a música segue sendo o espaço de fala, força e amor de quem nunca teve nada — mas criou tudo.
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