Rodrigo Gualtero aponta por que a estrutura se tornou o principal fator de risco e de sucesso no investimento imobiliário nos Estados Unidos
À medida que investidores brasileiros aceleram a dolarização de seus patrimônios, um novo critério passou a pesar mais do que a simples promessa de rentabilidade: a solidez da estrutura por trás das operações. Governança, alinhamento fiduciário e engenharia financeira deixaram de ser detalhes técnicos e se tornaram elementos decisivos para quem investe no exterior com visão de longo prazo.
A busca por proteção cambial e diversificação internacional ganhou força diante da volatilidade do real e das incertezas recorrentes do cenário econômico brasileiro. Com isso, o acesso ao mercado imobiliário dos Estados Unidos se popularizou. O verdadeiro risco, no entanto, já não está na entrada nesse mercado mas na forma como essas operações são concebidas, geridas e executadas.
É nesse ponto que a leitura de Rodrigo Gualtero, especialista em investimentos internacionais e fundador da Essence Capital, se destaca. Para ele, o erro mais comum dos investidores não está na escolha do ativo, mas na confiança em estruturas frágeis, pouco transparentes e mal alinhadas.
“O maior risco dos seus investimentos não está no imóvel nem no país, mas em você não saber onde estão as comissões de cada envolvido”, afirma.

Essa visão reflete uma mudança clara no perfil do investidor brasileiro de alta renda. Mais experiente e criterioso, ele deixou de olhar apenas para retornos projetados e passou a avaliar quem está por trás da operação, como o capital é administrado e quais incentivos regem a tomada de decisão. Nesse contexto, governança deixou de ser diferencial — tornou-se pré-requisito.
Foi a partir dessa lógica que Rodrigo estruturou a Essence Capital. A empresa nasceu com a proposta de simplificar o acesso ao mercado imobiliário americano sem abrir mão de método, controle e transparência total. O foco é eliminar zonas cinzentas comuns em modelos tradicionais, oferecendo ao investidor clareza sobre decisões estratégicas, fluxos financeiros e riscos reais envolvidos em cada projeto.
Os resultados iniciais reforçam a consistência dessa abordagem. No primeiro ano, a estruturação de aproximadamente R$ 22 milhões em projetos imobiliários validou o modelo. Já as projeções de crescimento superiores a 150% até 2026 não representam apenas expansão, mas a escalabilidade de uma operação construída sobre processos sólidos e governança bem definida.
Um dos pilares centrais dessa estratégia é a aplicação rigorosa do conceito de skin in the game. Diferente de estruturas baseadas em comissões por transação, a Essence Capital adota um modelo no qual o sucesso do assessor está diretamente vinculado ao sucesso do investidor.
“Quando quem estrutura não assume o mesmo risco, o desalinhamento é inevitável”, resume Gualtero. “Aqui, só existe retorno se o investidor tiver retorno.”
Esse modelo elimina incentivos ao giro excessivo de capital e à oferta de produtos desalinhados ao perfil do cliente, reposicionando o foco na execução eficiente, na preservação patrimonial e na construção de valor no longo prazo.
Em um cenário em que investidores buscam não apenas dolarizar recursos, mas fazê-lo com previsibilidade, regras claras e segurança institucional, a qualidade da estrutura passou a ser o verdadeiro diferencial competitivo. A força da economia americana continua sendo um atrativo, mas o acesso inteligente a esse mercado depende cada vez mais de quem sabe estruturar — e não apenas vender.

O debate em torno da dolarização estruturada revela uma transformação mais profunda no investimento internacional. Narrativas baseadas em promessa perdem espaço para análise técnica, governança e engenharia financeira. O futuro tende a favorecer quem constrói operações robustas, com método e alinhamento real de interesses. Nesse novo cenário, a visão defendida por Rodrigo Gualtero deixa de ser alternativa e passa a ser referência.
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