Plataforma usa agentes autônomos que interpretam o comportamento do cliente e conduzem vendas com personalização em larga escala
A inteligência artificial avança sobre o atendimento e as vendas das empresas digitais, com impacto direto na rentabilidade. A IA generativa pode adicionar até US$ 4,4 trilhões por ano à economia global, segundo a McKinsey, enquanto o comércio eletrônico brasileiro deve ultrapassar R$259 bilhões em 2026, de acordo com a ABComm. Diante desta oportunidade, o empresário Pettrus Vaz tem expandido a Upflows, plataforma que utiliza agentes inteligentes para conduzir vendas com personalização em escala e maior eficiência operacional.
À frente da operação, ele afirma que ainda há uma leitura equivocada sobre o que significa automatizar uma operação comercial. “Quando se fala em automação, muita gente imagina respostas prontas, robóticas. Mas o que a gente desenvolveu não segue script. O agente interpreta o comportamento do cliente e responde de forma contextual, como um vendedor faria”, diz.
A Upflows opera com agentes autônomos capazes de tomar decisões ao longo da conversa, adaptando abordagem, linguagem e oferta conforme cada interação. O sistema identifica intenções, responde objeções e conduz a jornada de compra com maior precisão, sem depender de intervenção humana. “Ele não replica respostas, e sim raciocina dentro da conversa. Se o cliente demonstra dúvida, ele aprofunda. Se demonstra interesse, ele avança. Isso aumenta a assertividade e impacta diretamente na conversão”, afirma.
Na prática, a tecnologia permite combinar escala com personalização, algo que tradicionalmente exigiria grandes equipes. Em um dos clientes atendidos, a plataforma processa, em média, 30 conversas por minuto. Para atingir o mesmo volume manualmente, seriam necessários dezenas de vendedores atuando simultaneamente.
O funcionamento ocorre por meio de um funil conversacional dinâmico, no qual cada etapa ativa um novo comportamento do agente. Após a compra, por exemplo, o sistema muda automaticamente o estágio do cliente, inicia o onboarding, validando acessos e pode conduzir novas ofertas de maior valor, conforme o perfil identificado.
“Quando a pessoa conclui uma compra, o sistema já entende o contexto e ativa um novo fluxo. Ele pode oferecer uma mentoria, lidar com objeções ou encerrar o ciclo. Tudo com lógica própria, sem alguém operando por trás”, explica.
A estrutura também integra CRM automatizado, com registro de histórico e dados atualizados em tempo real, além de conexão com múltiplos canais de mensageria via API oficial, o que garante continuidade da operação.
O impacto aparece na forma como as empresas passam a crescer. Ao substituir parte relevante da operação comercial por inteligência artificial, torna-se possível ampliar volume de vendas sem a necessidade de expandir a estrutura na mesma proporção.
“Durante muito tempo, crescer significava aumentar equipe, custo e complexidade. Hoje, a tecnologia permite escalar mantendo controle da operação e eficiência”, afirma.
Os resultados já aparecem na prática. Um dos clientes atendidos comercializa produtos de R$997 de forma automatizada e ultrapassou 1.100 vendas em um único mês. Na sequência, o sistema conduz ofertas de maior valor, com tickets entre R$5 mil e R$7 mil, ampliando o faturamento por cliente.
Além disso, há operações que chegam a processar cerca de 70 mil conversas mensais, em um modelo de cobrança baseado em volume de interações, com planos a partir de aproximadamente R$1.360 para 600 conversas.
Segundo estimativas internas, a Upflows deve encerrar 2026 com faturamento próximo de R$15 milhões, impulsionada pela expansão da base de clientes e pela demanda por automação comercial com maior nível de inteligência.
Para Pettrus Vaz, o movimento reflete uma mudança na forma como empresas estruturam crescimento. “O foco deixa de ser apenas vender mais e passa a ser vender melhor, com organização e estratégia. Quando a operação é bem estruturada, o crescimento se sustenta”, diz.

A estratégia da Upflows está centrada na criação de múltiplos fluxos de receita dentro de uma mesma operação, conectando produtos, ofertas e jornadas conduzidas por agentes autônomos. O objetivo é aumentar o ticket médio e gerar previsibilidade financeira.
“O crescimento não pode depender de esforço contínuo. Ele precisa estar estruturado no sistema. Quando isso acontece, a empresa ganha escala com consistência”, afirma.
Com a expansão da Upflows, Pettrus Vaz pretende ampliar a atuação em novos mercados e consolidar o uso de agentes autônomos como base das operações comerciais digitais.
“O futuro das vendas está em sistemas que pensam e executam. Quem não estruturar isso vai continuar limitado pela própria operação”, afirma.
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