Durante anos, o marketing de performance foi considerado a principal estratégia para crescimento no ambiente digital. Com métricas claras e resultados mensuráveis, tornou-se referência para empresas que buscavam eficiência.
No entanto, esse modelo começa a apresentar limitações.
O aumento da concorrência, o custo mais alto de mídia e a saturação dos canais reduziram a previsibilidade dos resultados. Muitas empresas investem mais, mas não conseguem crescer na mesma proporção.
“O marketing de performance resolve o curto prazo, mas não sustenta o longo prazo sozinho”, afirma Felipe Secol, criador do framework MUD, sigla para Move, Understand e Develop.
O problema não está na ferramenta, mas no uso isolado dela. Ao focar exclusivamente em conversão, muitas empresas deixaram de lado fatores como posicionamento, percepção de marca e construção de valor.
“O consumidor não compra só porque viu um anúncio. Ele compra porque aquilo faz sentido para ele naquele momento”, explica Secol.
Essa mudança exige uma visão mais ampla do processo de decisão. A compra envolve aspectos emocionais, contextuais e simbólicos que não aparecem diretamente nas métricas.
O modelo MUD propõe integrar essas dimensões ao marketing. A lógica combina ação rápida, entendimento profundo e desenvolvimento estratégico.
“Performance sem entendimento vira repetição de tentativa”, afirma. “E repetir erro não gera crescimento.”
Na prática, isso significa interpretar dados e não apenas analisá-los. Mais do que otimizar campanhas, é necessário compreender o que influencia o comportamento do consumidor.
Outro ponto relevante é o papel da intuição. Em ambientes complexos, nem todas as decisões podem ser baseadas apenas em dados.

“Os dados mostram padrões do passado. A intuição ajuda a antecipar movimentos”, diz Secol.
Isso não significa abandonar a performance, mas reposicioná-la dentro de uma estratégia maior. A performance passa a ser consequência de uma construção bem estruturada.
Empresas que integram branding, comportamento e dados tendem a obter resultados mais consistentes.
O mercado caminha para um modelo mais equilibrado, onde estratégia e execução atuam de forma conjunta.
“Quem depende só de performance corre atrás do resultado. Quem entende o comportamento constrói o resultado”, conclui.
Por: Anne Lopes Gomes
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