No domingo, 7 de setembro, a Quadra da Portela, em Oswaldo Cruz, será palco do maior encontro de curimbas do Brasil, reunindo representantes de Maranhão, Minas Gerais, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O evento celebra as raízes afro-brasileiras e a força da tradição musical que pulsa nos terreiros e ecoa por todo o país.
Os participantes incluem vencedores de festivais de 2024 e integrantes da chamada “elite dos festivais”, grupos que se destacam no cenário cultural e têm trajetória reconhecida. Haverá também participações especiais e homenagens ao Grupo Afro Tafaraogi e a Mãe Selma de Omolú.

Nesta 19ª edição, o Prêmio Atabaque de Ouro homenageia Bira Presidente e o histórico Cacique de Ramos, que são padrinhos do evento. A premiação reafirma sua essência: respeito à ancestralidade, à liberdade religiosa e às tradições afro-brasileiras.
Criado em 2005, o Prêmio Atabaque vai muito além de um troféu. É celebração, resistência e reconhecimento de uma cultura que, apesar de perseguições e marginalização, se mantém viva e forte. Ao longo dos anos, grandes nomes do samba e da cultura afro-brasileira já apadrinharam o evento, como Alcione, Ivone Lara, Leci Brandão, Moacyr Luz, Noca da Portela, Dudu Nobre e Neguinho da Beija-Flor. Este ano, o Cacique de Ramos se apresenta com um show especial, levando toda a energia e tradição de sua batucada ao público.
A edição também faz uma homenagem dupla: ao Grupo Afro Tafaraogi, que completa 35 anos de resistência, e a Mãe Selma de Omolú, sacerdotisa de Umbanda reconhecida nacionalmente por sua luta pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa. “O prêmio valoriza personalidades que marcam a sociedade, celebrando referências vivas da cultura e da resistência afro-brasileira”, afirma Marcelo Fritz, diretor do ICAPRA.

Fritz reforça a importância cultural dos festivais: “‘Águas de Março’, de Tom Jobim, foi inspirado em um verso de Camões e em um ponto de macumba de JB de Carvalho. O samba narra a mitologia e o cotidiano de uma cultura perseguida e massacrada. Hoje, mesmo reconhecida, a cultura afro-brasileira ainda enfrenta descaso e desafios. Os festivais são oportunidades de mostrar à sociedade o valor histórico, cultural e ancestral que nos construiu.”
Além do Prêmio Atabaque de Ouro, serão entregues o Atabaque de Prata e o Atabaque de Bronze, reconhecendo o talento de todos os participantes.

Realizado pelo ICAPRA – Instituto Cultural de Apoio às Pesquisas de Tradições Afro –, o prêmio é fruto de 26 anos de luta em defesa dos direitos humanos, da liberdade religiosa e da valorização da cultura afro-brasileira. Neste ano, o ICAPRA firmou uma parceria simbólica com a Portela, marcando o retorno do evento ao Rio de Janeiro em um espaço emblemático do samba.
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