Em um cenário econômico marcado por oscilações, inflação persistente e incertezas no consumo, a previsibilidade financeira deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade tanto para pequenas e médias empresas quanto para profissionais que transformaram a própria imagem em negócio, como artistas, influenciadores e celebridades.
Nos últimos anos, ficou evidente que sucesso e visibilidade não garantem estabilidade. Cantores, apresentadores e criadores de conteúdo que hoje comandam marcas próprias, contratos publicitários e equipes passaram a adotar estruturas mais profissionais de gestão financeira, com foco em planejamento, projeção de receitas e controle de despesas.
Nomes como Anitta, que construiu uma estrutura empresarial internacional, e Bianca Andrade, que expandiu sua atuação no mercado de beleza, são exemplos de artistas que passaram a tratar a carreira como empresa, com decisões baseadas em dados e visão de longo prazo. O mesmo vale para criadores como Whindersson Nunes, que diversificaram projetos e fontes de receita ao longo da carreira.
Esse movimento reflete uma mudança de mentalidade que também atinge as PMEs. Estudos de gestão indicam que empresas que trabalham com projeções financeiras, fluxo de caixa estruturado e análise de cenários têm maior capacidade de enfrentar crises, negociar melhor com fornecedores e planejar crescimento de forma sustentável.
Para Robson Gimenes, a previsibilidade financeira está diretamente ligada à confiança na tomada de decisão. “Quando o empreendedor, seja ele dono de uma PME ou um artista que vive da própria imagem, enxerga com clareza o futuro financeiro, ele deixa de agir no improviso e passa a decidir com estratégia”, afirma.
Segundo o executivo, a imprevisibilidade não afeta apenas o caixa, mas também a segurança emocional de quem lidera um negócio. “Não saber quanto vai entrar, quanto pode investir ou até onde pode ir gera insegurança. A previsibilidade organiza o presente e protege o futuro”, explica.
Dados de mercado mostram que uma parcela significativa das pequenas empresas ainda opera com base apenas no saldo do dia, sem projeções de médio e longo prazo. Esse comportamento aumenta o risco de endividamento, dificulta investimentos e limita a expansão. Entre profissionais da economia criativa, o cenário é semelhante: alta receita em um período não significa estabilidade se não houver planejamento.
A profissionalização da gestão financeira tem sido apontada como um divisor de águas para carreiras e empresas. Separar receitas, organizar recebimentos, prever despesas e criar reservas passaram a ser práticas essenciais, não apenas para crescer, mas para sustentar o sucesso ao longo do tempo.
“O que mudou é a consciência de que visibilidade não paga conta sozinha. Organização, clareza e planejamento são o que mantêm o negócio de pé”, resume Robson Gimenes.
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