Principais trechos Chris Hemsworth no Podpah

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O ator Chris Hemsworth foi o convidado do episódio 631 do Podpah Podcast. O australiano participou do programa para divulgar o lançamento de “Resgate 2”, que entra na Netflix nesta sexta-feira (16/6). O australiano, que também ficou conhecido por interpretar o herói Thor, na franquia “Vingadores”, do universo Marvel, contou sobre os desafios do novo filme, a importância de Thor em sua carreira e ainda fez Igão e Mítico provarem Vegemite, um alimento comum no café da manhã dos australianos.


Confira os principais trechos do bate-papo abaixo.

Boas vindas ao canal

“Obrigado pelo convite. Estou bem, obrigado. Essa é a última parada na nossa turnê mundial para “Resgate 2”. Estou muito feliz de estar aqui, é minha primeira vez no Brasil, então obrigado”.

 

Importância da presença dele no Brasil e no Podpah

“Obrigado por me receberem. Eu ouvi falar sobre todos os seguidores que vocês têm, o maior podcast do país, estou muito agradecido por estar aqui”.

 

Sobre gostar de futebol após receber de presente uma camisa do Corinthians

“Meus filhos jogam. Quando eu era moleque a gente não jogava na Austrália, jogávamos rugbi ou futebol australiano. Mas os meus filhos adoram jogar futebol. Agradeço o presente e com certeza eles   vão gostar”.

 

Principal esporte da Austrália

“Rugbi e futebol australiano, da liga australiana, que é diferente do rugbi. Se vocês tiverem a oportunidade de dar uma checada é o IFL, é muito bacana. É como se fosse um pouco de rugbi, um pouco de basquete e futebol, tem bastante jogo de corpo, mas o jogo é parecido”.

 

O quanto foi difícil gravar “Resgate 2” por ter muitos planos-sequência

“O Sam [Hargrave], nosso diretor,  a forma como ele filma o plano-sequência não é da maneira tradicional, com três ou quatro câmeras, onde você tem vários pontos de cortes. Vários pontos do filme, principalmente aquele que tem 22 minutos de duração, é uma série de diferentes tomadas que estão coladas juntas para parecer que é uma tomada só, então não dá para você se esconder muito atrás da edição e dos ângulos da câmera, sabe? Tem que ser bem feito e é exaustivo. São várias sequências de lutas longas. A gente começa da prisão, tem 400 extras naquela tomada, eu estou pegando fogo, tem coisa explodindo para todo lado, daí a gente começa uma perseguição de carro e aí entramos numa cena de trem, onde tem um helicóptero que pousa em cima do trem”.

 

A cena do helicóptero é de verdade?

“Tudo verdade, tudo filmado em câmera. Não tem nada de efeito especial, de chroma key, nunca foi feito dessa forma em tela antes. E a reação que vocês tiveram, isso dá para o público uma experiência mais imersiva, espontânea, e cheia de adrenalina”.

 

Se foi preciso voltar cenas com takes longos

“É isso que é desafiador. Normalmente, quando você comete um erro, não tem problema, você tem outros ângulos, outras câmeras e consegue fazer o corte e se virar na edição. Mas, tem vezes que tem 400 extras e você tem 95% da cena completa, se houver um errinho você tem que começar de novo. Então é exaustivo, é cansativo, tem muito risco, muita margem para erro, mas a recompensa é muito grande, sabe, o que você vê na tela é o que acontece mesmo, e isso tem outra energia, né, carrega outra coisa para o cinema. Então, com certeza valeu a pena todas as lesões, sangue, suor e lágrima que a gente derramou ali. E, no final das contas, foi um produto incrível que a gente tem muito orgulho e agradece por ter feito assim”.

 

Tempo de gravação

“Essa sequência demorou 29 dias que levou para gravar, mas o filme inteiro foram quatro meses. Mas aí tem de seis a 12 meses de preparação, de ensaio e de planejamento, principalmente com o Sam Hargrave, que é o diretor, e os dublês, eu tive que trabalhar dois meses antes do filme só de preparação. E aí começamos a filmar e a gente está sempre atualizando alguma coisa. Acho que foram 6 mil movimentos de coregografia que eu tive que aprender para o filme. É como se fosse um atleta profissional, não um ator”.

 

Quanto tem do Chris no personagem

“95% das cenas de ação desse filme são feitas por mim mesmo. Eu prefiro fazer, o máximo que eu consigo eu prefiro fazer, mas muitas vezes não é necessário. Aí eu estou fazendo uma cena de ação, aí coloco um dublês para fazer simultaneamente, mas para esse filme a gente queria que tivesse uma sensação específica. Eu precisava estar lá na linha de frente. Então foi a experiência mais imersiva que eu já tive, a coisa mais exaustiva que eu já fiz na minha vida. Mas como vocês falaram, muito de você está lá presente. A gente gosta de estar ali. E isso faz parte da alegria do trabalho, é uma coisa mais pessoal para você e que se conecta com o público”.

 

Se tem ideia de quantas pessoas “morreram” no filme e sobre incorporar o personagem

“A contagem estava alta ali (risos). É instinto de sobrevivência, é uma loucura, situações que você passa, que você tem que fazer. Eu e todos os dublês, todos os atores, levamos para o limite mesmo, para o extremo. Mas, olha, você fica exausto todo dia, mas a recompensa, como eu falei, é lá em cima. Tem uma colaboração muito bacana de todos da equipe. Porque tem uma sensação de dever cumprido depois que você termina, entrega o projeto, faz uma sequência de ação dessas, é uma celebração para todos nós. Eu adoro isso. É como se fosse uma grande família no set. E várias está cada um no seu canto, cada um no seu quadrado fazendo o seu trabalho, mas uma vez que a gente começou e até o final do filme é um compromisso só”.

 

Como foi o convite da Netflix e em que momento da vida ele estava

“Foi ótimo. A gente fez o primeiro filme, não sei se vocês viram, mas o personagem estava lá acabado, peneirado, parecia um queijo suíço ao final do filme, tomou muitos tiros, estava morto. O pessoal ressucitou ele, porque ficaram muito animados com a reação do filme, e a resposta dos fãs também foi fantástica. O maior filme da Netflix naquela época, então o nosso dever era voltar e contar essa história de uma forma mais profunda, maior, elevando o patamar de ação e integrar um pouco mais de emoção. Isso foi muito bacana para a gente fazer, poder mergulhar na história, no passado da personagem, não era aquela coisa bidimensional. O cara era profundo, várias camadas, tinha vergonha, culpa, tinha uma tortura no fundo da alma do cara, e a gente descobre porquê, a gente vê isso com mais profundidade. Isso impacta mais o público, sabe. Você pode ter ali um filme de ação que é espetacular, um monte de explosão, mas se você não tiver uma conexão pessoal com a personagem, se você não tiver empatia, uma ligação emocional, aí é só ruído, é só barulho. Então integrar ação e emoção é muito importante nesse filme. E foi um feedback muito bacana que a gente recebeu e acho que foi isso que reverberou com o público”.

 

Sobre a qualidade do trabalho e continuação da história do filme

“Acho que uma coisa vai junto com a outra. Só ganha dinheiro se você tem essa conexão com o público. E há várias franquias e várias tentativas com heróis, franquias que estão sendo refeitas agora. Então ter uma ideia original é uma coisa muito importante para a gente. Somos gratos pelos fãs que estavam com a gente no primeiro filme, que apoiaram a gente para fazer o segundo, e se esse filme tiver o impacto que o primeiro teve, com certeza vai ser fantástico a gente seguir e continuar a franquia, seria ótimo. Se tivermos uma ideia original, uma história única, em vez de repetir algo”.

 

Sobre a vontade de ser ator e o direcionaento para ser ator na Austrália

“Nós tínhamos aula de teatro, de música na escola mas não é um dos principais espaços, sabe? Geralmente não é um foco tão grande dos alunos nas escolas, pouca gente que eu conhecia era ator ou queria ser ator. O meu irmão tinha feito um curso de teatro fora da escola, que eu também fiz depois, e a minha paixão, na verdade, veio porque eu adorava assistir filmes. Eu era um fã que gostava muito de assistir. Gostava de assistir “O Labirinto”, “História Sem Fim”, filmes das antigas, sou um grande fã desses filmes, também dos filmes do Schwarznegger, do Rambo, do Van Dame. Então eu assistia esses filmes e saia no quintal e tentava recriar todas as cenas com meus irmãos. E quando eu decidi realmente virar ator foi por conta dessa fantasia, dessa aventura que traria para mim, em vez daquela parte mais de expressão artística. Acho que isso entrou depois na minha carreira. O que eu gosto agora é que isso é uma via de expressão para mim. Isso me dá uma avenida que me dá uma via de me expressar que eu não consigo em nenhum outro lugar. Aventura, viajar, conhecer pessoas e essa fantasia do mundo do cinema é o que realmente me inspirou e me inspira até hoje”.

 

Desafios da carreira após fazer um trabalho grandioso como o Thor

“Eu lembro quando eu fiz o primeiro filme do Thor e tudo que aconteceu depois, todos os roteiros que eu recebia eram coisas muito parecidas, coisas derivadas daquele personagem. Então eu tive que trabalhar muito duro para fazer outras escolhas, fazer outros filmes. Alguns impactaram o público, alguns não, mas acho que a chave é esse: você tem que encontrar um equilíbrio entre o que vai atender o seu interesse criativo, mas que também vai agradar o seu público. Eu como eu falei, foi bem empolgante fazer esse filme (Resgate) porque é uma franquia original, uma história diferente. A gente está sempre buscando oportunidades para trabalhar com pessoas diferentes que somam coisas diferentes, para você não ficar rotulado, não ficar em uma caixinha. Mas, não estou criticando nada do Thor, pelo amor de Deus. Na minha carreira foi a melhor experiência que eu já tive, e se isso vai continuar ou não, quem sabe as possibilidades estão sempre no ar. Mas o negócio é esse, eu sou muito grato. Onde eu cresci na Austrália, como eu sempre falo, ninguém ia para Hollywood, isso era um sonho meio louco. Então estar aqui falando com vocês, nesse ponto da minha carreira, é como se fosse um sonho e eu to muito grato por isso”.

 

Se ele teve tempo de conhecer o Brasil

“Eu vi lado de dentro desse estúdio e o lado de dentro do hotel, basicamente isso, estou trabalhando para caramba (risos). Eu mandei mensagem para o Ítalo Ferreira, surfista, e ele estava tentando me arrastar para uma piscina de ondas. Ele estava tentando organizar, mas infelizmente eu não tenho tempo para isso. Mas quando eu voltar da próxima vez, com certeza vou colocar na minha agenda”.

 

Sobre surfistas brasileiros

“Eu conheci o Pedo Scooby hoje de manhã, eu fiz uma entrevista com ele hoje, o cara é fantástico. O Gabriel Medina, o Filipe Toledo, vocês têm alguns dos melhores surfistas do mundo, senão os melhores. E os australianos estão tentando alcançar (risos)”.

 

Esportes que pratica

“Eu surfava bastante quando era menor, futebol australiano, muai tai, boxe, e isso casa muito vem com essa tipo de filme. Mas surfe com certeza é o esporte que eu mais gosto, é o meu foco, é a minha atenção e o que eu mais gosto de fazer”.

 

Se tem vontade de fazer outros tipos de filme, como drama

“Eu perdi muito peso para fazer alguns filmes, no início da minha carreira, era uma tortura, mas era o que precisava para fazer as personagens. Nesse momento eu adoraria fazer um drama, de repente um filme menor, com poucas cenas de ação, sem efeito especial. Por mais que seja divertido é legal você se desafiar com alguma coisa diferente. Eu adoro comédia, fiz alguns pequenos papéis em comédias… enfim, tinham alguns elementos cômicos também nos filmes da Marvel. Mas eu adoraria fazer mais disso. Eu acho que é super desafiador, é super difícil você estar presente no momento, ser espontâneo, criativo de uma forma cômica, mas é muito divertido cara. Os filmes que eu participei que eram comédias você passa o tempo inteiro dando risada, se divertindo, então tem uma coisa muito legal nessa experiência que eu gostaria de fazer”.

 

Sobre sentir-se um super herói durante as gravações

“Acho que na maioria das vezes você precisa se convencer que você é o personagem, na verdade é o tempo inteiro. Eu nunca sinto como se eu fosse um super herói. Uma vez que você coloca a capa, o figurino, você está com o martelo na mão, você começa a se sentir um pouco mais, mas isso é parte do desafio, é você entrar na mentalidade. E na maioria das vezes você tem uma voz dentro de voz que diz ‘não, você não é isso’. Há vozes competindo na sua cabeça. A não ser que você seja um cara totalmente desprovido de qualquer tipo pensamento ou de reflexão, não que seja um crítica, mas você precisa ter as duas perspectivas. Enxergar seu ponto forte e seu ponto fraco também para poder crescer e evoluir. E eu acoh que isso mantém uma humildade também. Acho que o medo, muitas vezes, é um ótimo motivador. Eu acho que o medo faz eu me preparar muito. Se eu entro em um set, em uma situação que eu acho que eu estou pouco preparado, a próxima vez que eu entro lá eu penso como eu posso diminuir esse medo, diminuir essa emoção negativa. Então é isso que me motiva para eu me comprometer ainda mais. Mas acho que é importante você manter um nível de humildade, de abertura. Não achar que você tem todas as respostas”.

 

Momento da carreira quando surgiu oportunidade com o Thor

“Quado eu fiz o primeiro teste para a personagem, basicamente eles falaram que não. Não é para você. Aí meu irmão mais novo fez o teste e chegou perto, foi um dos últimos cinco [candidatos]. Não conseguiu, aí os caras abriram uma lista de casting de novo e eu recebi outra oportunidade, voltei e peguei o papel. E eu nem sabia o que era na época, pra falar verdade. Eu estava feliz só de ter um trabalho, um emprego. Era um contrato para seis filmes, eu sabia que ia fazer vários filmes, mas a gente não sabia, ninguém tinha feito um filme desse antes. “O Homem de Ferro” havia sido lançado mas não tinha “Capitão América”, havia o Hulk, mas todos esses filmes de super heróis individuais tinham que dar certo para que a gente pudesse fazer outro, para que a gente pudesse continuar. Então o tamanho da experiência, o sucesso, acabou crescendo uma vez que a gente fez. Aí que a gente percebeu: caramba, o negócio é grande!”

 

Fez amizades com atores de “Vingadores”?

“Aquela experiência, como eu falei, a gente estava em um momento de ascensão em nossas carreiras, recebendo uma segunda chance, estávamos em uma posição muito única. E para a franquia ter estourado, acima de quaisquer expectativas, se tornou a maior franquia da história do cinema, ninguém imaginava isso, ninguém sonhava isso. E aí a gente passou por anos fazendo esses filmes, um período de dez, onze anos, foi como voltar para o colégio. Você chega muito próximo das pessoas. No final, lembro que na coletiva de imprensa, no último filme de “Vingadores”, estávamos apertando a mão, nos despedindo, e nos perguntando se iríamos nos ver de novo, como se fosse na escola”.

 

Ida ao Podpah

“Obrigado vocês por me receberem, é uma oportunidade fantástica para mim também, gostei de conhecer vocês, é muito bom falar com os fãs brasileiros e na próxima vez vou ficar mais tempo. Valeu!”

Creditos: Gabriel Carvalho/Divulgação Podpah

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