Era uma vez um grupo de amigos que decidiu se reunir para fazer um curta-metragem de terror todo em plano-sequência, sem cortes, sem rede de proteção. A proposta era simples e arriscada: contar uma história contínua, confiando apenas na precisão do elenco, da câmera e da narrativa. O resultado foi Story.Telling: Capítulo 1.
O que veio depois ninguém planejava exatamente assim. O filme percorreu festivais, recebeu indicações internacionais e conquistou prêmios importantes, como Melhor Direção no RIMA Awards, além de reconhecimento no South America Awards, onde foi premiado como Melhor Filme / Cineasta Sul-Americano, e premiações na Índia, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro. Mais do que troféus, Story.Telling se consolidou como uma obra com identidade própria e como o início de um universo narrativo que pedia continuidade.
É a partir desse percurso que nasce Story.Telling: Capítulo 2. A nova etapa do projeto marca o reencontro de uma dobradinha criativa que já é recorrente no audiovisual: Roberta Amaral e Fábio Brandão. Parceiros em diversos trabalhos, eles retornam juntos após o sucesso do primeiro filme para aprofundar o universo criado em Story.Telling. Roberta assina novamente a produção executiva por meio de sua produtora, a SLK Comunicação, enquanto Fábio segue como diretor e idealizador da obra.
Essa continuidade se estende também ao núcleo criativo. Rafael Schubert e Silvio Gonzales, que estiveram no primeiro capítulo, retornam em Story.Telling: Capítulo 2 assinando o roteiro e integrando o elenco. São, inclusive, os únicos personagens que atravessam os dois filmes, estabelecendo um elo direto entre as obras e reforçando a sensação de um universo contínuo, onde passado e presente se tensionam.
Ao lado deles, o projeto conta novamente com Rafael Jannuzzi, diretor de fotografia do filme, além de Débora Bora, assistente de direção. A equipe ainda traz Sérgio Chaves, que retorna assinando a direção de arte. Mais do que reunir talentos, o filme aposta na manutenção de um modo de fazer cinema construído em conjunto, onde processo, linguagem e criação caminham lado a lado.
Soma-se ao projeto Pedro Coelho, assistente de direção com vasta trajetória no audiovisual, responsável pela organização das marcações de cena e pelo acompanhamento da condução dos atores em set, contribuindo diretamente para a precisão narrativa e a organicidade das performances.
Se no primeiro capítulo o terror assumia protagonismo, Story.Telling: Capítulo 2 se recusa a permanecer em um único gênero. A narrativa agora transita entre terror psicológico, suspense, drama, humor ácido e metalinguagem, ampliando o grau de complexidade artística do projeto.
Na trama, sete jovens são conduzidos a uma casa isolada e recebem objetivos pessoais como única forma de saída. À primeira vista, o jogo parece absurdo; quase cômico. O problema é que esses objetivos não são literais, e interpretá-los de forma equivocada pode colocar todos em risco. Conforme o jogo avança, desejos íntimos, traumas e expectativas se cruzam, transformando tentativas de acerto em conflitos cada vez mais intensos.
Paralelamente, dois roteiristas acompanham a construção dessa história em tempo real, debatendo caminhos narrativos e clichês de gênero. Essa camada metalinguística expõe o próprio ato de contar histórias como um exercício de poder, controle e responsabilidade.
Um dos reforços criativos desta nova fase é a participação de Tay Ferreira, romancista fenômeno da Geração Z e autora de sagas de sucesso. Sua colaboração contribuiu para aprofundar as camadas emocionais da narrativa.
“Escrever e fazer o Story.Telling 2 foi muito emocionante e divertido. Foi uma das experiências mais especiais que já vivi”, afirma a autora.
Mantendo a marca registrada do projeto, o filme é novamente realizado em plano-sequência, agora com um elenco maior e um “balé” de cenas ainda mais complexo. O elenco reúne nomes como João Fernandes, Laura Barreto, Roberta Piragibe, Catarina
Victori, Cássio Alves, Sofia Manso e Anne Faria, que assume o protagonismo como Hanna, uma jovem bailarina obrigada a enfrentar seus medos mais íntimos ao longo de 32 minutos de narrativa contínua.
Com a exploração de universos mais profundos, a comédia, carro-chefe do projeto, também ganha reforços com a chegada de Cezar Maracujá e Isaú Junior, expoentes do humor carioca, interpretando o diretor e faz tudo da produção, personagens que se juntam aos roteiristas para contar essa nova história.
Com previsão de lançamento para 2026, Story.Telling: Capítulo 2 se apresenta não apenas como uma continuação, mas como a expansão natural de um universo que começou de forma despretensiosa, e hoje ocupa um espaço singular no cinema independente brasileiro.
E a pergunta que fica no ar é inevitável: essa história termina mesmo no Capítulo 2?
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